Neutropenia Febril: Patógenos e Antibioticoterapia Empírica

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente tem quadro de neutropenia febril. Considerando esse quadro, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A incidência de infecções aumenta substancialmente quando a contagem de neutrófilos fica abaixo de 600 células/µL.
  2. B) Pacientes entre o 5o e o 10o dia pós-quimioterapia estão sob maior risco de neutropenia.
  3. C) Recomendações atuais preconizam que a antibioticoterapia de amplo espectro deve ser iniciada dentro de 2 horas da apresentação na unidade hospitalar.
  4. D) A terapia empírica inicial mais recomendada é feita com ceftriaxone.
  5. E) Bacilos gram-negativos têm grande relevância na ocorrência, assim como cocos gram-positivos.

Pérola Clínica

Neutropenia febril: cobrir G(-) e G(+) empiricamente; ATB em <1h; risco ↑ com neutrófilos <500/µL.

Resumo-Chave

Na neutropenia febril, tanto bacilos gram-negativos (como Pseudomonas aeruginosa) quanto cocos gram-positivos (como Staphylococcus aureus e Streptococcus viridans) são patógenos relevantes. A antibioticoterapia empírica deve ser de amplo espectro, cobrindo ambos, e iniciada o mais rápido possível, idealmente em menos de 1 hora.

Contexto Educacional

A neutropenia febril é uma emergência oncológica comum, definida pela presença de febre em um paciente com contagem de neutrófilos abaixo de um limiar crítico (geralmente < 500 células/µL ou < 1000 células/µL com previsão de queda). É uma condição de alta morbimortalidade, principalmente em pacientes submetidos a quimioterapia mielossupressora, onde o pico de neutropenia geralmente ocorre entre o 7º e o 14º dia pós-quimioterapia. A incidência de infecções graves aumenta substancialmente quando a contagem de neutrófilos cai abaixo de 500 células/µL, e o risco é inversamente proporcional ao número de neutrófilos. Os patógenos mais relevantes incluem tanto bacilos gram-negativos, como Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli e Klebsiella spp., quanto cocos gram-positivos, como Staphylococcus aureus (incluindo MRSA), Staphylococcus epidermidis e Streptococcus viridans. A flora endógena do paciente é a principal fonte de infecção. O manejo da neutropenia febril exige o início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, idealmente dentro da primeira hora após a apresentação, após a coleta de culturas. A escolha do antibiótico deve cobrir Pseudomonas aeruginosa e pode incluir cefalosporinas de quarta geração (cefepime), carbapenêmicos (meropenem, imipenem) ou piperacilina-tazobactam. A terapia com ceftriaxone, embora útil em outras infecções, não possui cobertura adequada para Pseudomonas e não é a primeira escolha para neutropenia febril de alto risco.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de neutropenia febril e qual o limiar de neutrófilos para alto risco?

Neutropenia febril é definida por febre (temperatura oral única ≥ 38,3°C ou ≥ 38,0°C por uma hora) e neutropenia (contagem de neutrófilos < 500 células/µL ou < 1000 células/µL com previsão de queda para < 500 células/µL em 48h). O alto risco de infecção grave é quando a contagem de neutrófilos está abaixo de 500 células/µL.

Quais são os principais grupos de microrganismos envolvidos na neutropenia febril?

Tanto bacilos gram-negativos (especialmente Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Klebsiella spp.) quanto cocos gram-positivos (como Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Streptococcus viridans) são relevantes. Fungos também podem ser importantes em neutropenia prolongada.

Qual a recomendação para o tempo de início da antibioticoterapia na neutropenia febril?

A antibioticoterapia empírica de amplo espectro deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente dentro de 60 minutos (1 hora) da apresentação do paciente na unidade hospitalar, após a coleta de culturas.

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