Neutropenia Febril: Diagnóstico e Manejo de Alto Risco
UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Enunciado
Homem de 65 anos, em tratamento para linfoma não Hodgkin difuso de grandes células B (linfoma de alto grau), realizou até o momento 3 ciclos, sendo o último há 10 dias, com ótima resposta, sem evidência atual de neoplasia em atividade. Há 3 horas, apresenta febre de 38,2 °C já tendo sido medicado com dipirona. Exame físico: BEG, descorado +/4, PA 130 x 70 mmHg e FC 96 bpm. Hemograma: Hb 10,6 g/dL, Ht 32%, leucócitos totais 1400/mm³ (90 neutrófilos, 1330 linfócitos, 150 monócitos, 100 eosinófilos) e plaquetas 80000/mm³. O diagnóstico e a conduta são:
Alternativas
A) neutropenia febril de baixo risco, pois o paciente está hemodinamicamente estável e não apresenta alterações ao exame clínico; antitérmicos se necessário, já que a perspectiva de recuperação de neutrófilos é de menos de 7 dias.
B) neutropenia febril de baixo risco; tratamento domiciliar com antibiticoterapia de amplo espectro, amoxicilina-clavulanato e ciprofloxacina, até que haja recuperação de neutrófilos.
C) neutropenia febril; identificar o foco primário de infecção para direcionar a antibioticoterapia específica.
D) neutropenia febril de alto risco; coleta de hemoculturas e antibioticoterapia com monoterapia com beta-lactâmico com espectro antipseudomonas.
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