Neutropenia Febril: Abordagem e Tratamento em Pacientes Oncológicos

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020

Enunciado

Clara, 25 anos, encontra-se em tratamento com quimioterapia neoadjuvante (doxorrubicina e ciclofosfamida) para um carcinoma ductal invasivo localmente avançado da mama esquerda. Procurou o pronto socorro em virtude de febre há 1 hora, relatando mal estar inespecífico, odinofagia e adinamia. No exame físico houve o seguinte registro: BEG, alerta, orientada, Tax 38,4 oC, anictérica, sem edema, mucosa oral lesionada, ausculta respiratória sem alterações, eupneica, ausculta cardíaca com bulhas normofonéticas e discreto sopro mitral sistólico, FC 118 bpm, PA 120 x 70 mmHg, abdome inocente, sem déficit neurológico. Laboratório inicial: Hb 10,3 g/dL, 700 leucócitos (390 segmentados, 300 linfócitos, 10 eosinófilos), 89000 plaquetas, Cr 1,4, Ur 43, Na 129, K 3,7. Diante da narrativa, qual seria a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Aguardar avaliação oncológica especializada.
  2. B) Iniciar imediatamente fluconazol, vide possibilidade de contaminação fúngica.
  3. C) Liberar para casa com levofloxacino e reavaliação em 24 horas.
  4. D) Cefepime 2 g, EV, a cada 8 horas e com a primeira dose imediatamente.
  5. E) Vancomicina em associação com cefalosporina de quarta geração ou em associação a carbapenêmico.

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