HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2019
Paciente portador de HIV/Aids é trazido ao PS por familiares por quadro de cefaleia, confusão mental, febre e hemiparesia. A família relata que o mesmo abandonou o tratamento nos últimos 4 anos. Qual a primeira hipótese diagnóstica a se pensar
HIV/AIDS com imunossupressão avançada + cefaleia, confusão, febre, hemiparesia → Neurotoxoplasmose.
Em pacientes com HIV/AIDS e imunossupressão avançada (evidenciada pelo abandono do tratamento por 4 anos), a neurotoxoplasmose é a causa mais comum de lesões cerebrais focais. A apresentação clássica inclui cefaleia, febre, confusão mental e déficits neurológicos focais como hemiparesia, o que a torna a primeira hipótese diagnóstica nesse cenário.
A neurotoxoplasmose é a infecção oportunista mais comum do sistema nervoso central (SNC) em pacientes com HIV/AIDS, especialmente aqueles com imunossupressão avançada (contagem de CD4 < 100-200 células/mm³), como no caso de abandono prolongado do tratamento antirretroviral. A doença é causada pela reativação de cistos latentes de Toxoplasma gondii no cérebro. O reconhecimento precoce é vital, pois a condição pode ser fatal se não tratada. A apresentação clínica da neurotoxoplasmose é variada, mas classicamente inclui uma tríade de cefaleia, febre e déficits neurológicos focais (como hemiparesia, afasia, ataxia ou convulsões), além de alterações do estado mental como confusão. A neuroimagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) tipicamente revela lesões múltiplas, anelares, com captação de contraste em anel e edema perilesional, frequentemente localizadas nos gânglios da base, córtice e junção córtico-subcortical. O tratamento padrão para neurotoxoplasmose consiste em sulfadiazina e pirimetamina, com ácido folínico para prevenir a toxicidade medular da pirimetamina. A resposta ao tratamento é geralmente rápida, com melhora clínica e radiológica em 1 a 2 semanas, o que pode ser usado como critério diagnóstico. A profilaxia secundária (manutenção) é necessária após o tratamento agudo para prevenir recidivas, até que a contagem de CD4 se recupere com a terapia antirretroviral. O manejo adequado é crucial para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida desses pacientes.
Os sintomas mais comuns incluem cefaleia, febre, confusão mental, alterações de personalidade, convulsões e déficits neurológicos focais, como hemiparesia, afasia ou ataxia. A apresentação pode ser subaguda, com progressão dos sintomas ao longo de dias a semanas.
A neurotoxoplasmose é a doença oportunista mais comum do sistema nervoso central em pacientes com HIV/AIDS e contagem de CD4 abaixo de 100-200 células/mm³. A maioria dos casos resulta da reativação de uma infecção latente, e a apresentação clínica com lesões cerebrais focais é clássica, tornando-a a principal suspeita nesse cenário.
O diagnóstico inicial é frequentemente presuntivo, baseado na apresentação clínica, sorologia positiva para Toxoplasma gondii e achados de neuroimagem (geralmente tomografia ou ressonância magnética) que mostram lesões múltiplas, anelares, com edema perilesional, predominantemente nos gânglios da base. O tratamento empírico é iniciado, e a resposta clínica e radiológica em 1-2 semanas confirma o diagnóstico.
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