SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
É a infecção oportunística do sistema nervoso central mais comum em pacientes com AIDS:
AIDS + lesões cerebrais focais → Neurotoxoplasmose (mais comum).
Em pacientes com AIDS e imunossupressão grave (CD4 < 100-200 células/mm³), a neurotoxoplasmose é a infecção oportunística mais comum do SNC, apresentando-se frequentemente com lesões cerebrais focais.
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é caracterizada por uma profunda imunossupressão, tornando os pacientes suscetíveis a uma série de infecções oportunistas, especialmente no sistema nervoso central (SNC). Dentre elas, a neurotoxoplasmose, causada pelo parasita *Toxoplasma gondii*, destaca-se como a infecção oportunística do SNC mais comum em indivíduos com AIDS, particularmente aqueles com contagem de linfócitos T CD4+ abaixo de 100-200 células/mm³. A neurotoxoplasmose geralmente resulta da reativação de uma infecção latente pelo *Toxoplasma gondii*. Clinicamente, os pacientes podem apresentar uma variedade de sintomas neurológicos, como cefaleia, convulsões, déficits motores ou sensoriais focais, alterações de comportamento e febre. O diagnóstico é frequentemente presuntivo, baseado na apresentação clínica, sorologia positiva para *Toxoplasma* e achados característicos na neuroimagem (lesões múltiplas, com realce anelar, predominantemente nos gânglios da base e na junção córtico-subcortical, na tomografia ou ressonância magnética de crânio). O tratamento empírico com pirimetamina e sulfadiazina, associado a ácido folínico, é a abordagem inicial. A melhora clínica e radiológica em 7 a 14 dias reforça o diagnóstico. A biópsia cerebral é considerada em casos de falha terapêutica ou apresentação atípica. A profilaxia secundária é essencial para prevenir recidivas, e a profilaxia primária é indicada para pacientes soropositivos para *Toxoplasma* com CD4 muito baixos.
Os sintomas da neurotoxoplasmose são variados e dependem da localização das lesões, incluindo cefaleia, convulsões, déficits neurológicos focais (hemiparesia, afasia), alterações de comportamento e febre.
O diagnóstico é feito com base na apresentação clínica, exames de imagem (TC ou RM de crânio com lesões anelares múltiplas) e resposta à terapia empírica. A biópsia cerebral é reservada para casos atípicos.
O tratamento padrão é a combinação de pirimetamina e sulfadiazina, com ácido folínico para prevenir a toxicidade medular. A terapia é prolongada e seguida por profilaxia secundária.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo