HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
Considerando as alterações neurológicas da quimioterapia que se referem ao sistema nervoso central, é INCORRETO afirmar:
Parestesias por quimioterapia → neuropatia periférica (SNC NÃO).
Enquanto insônia, dificuldade de concentração e alteração da memória são manifestações comuns da neurotoxicidade da quimioterapia no SNC (brain fog), as parestesias são classicamente um sintoma de neuropatia periférica induzida por quimioterapia, afetando o sistema nervoso periférico.
A quimioterapia, embora essencial no tratamento do câncer, pode induzir uma série de efeitos adversos, incluindo a neurotoxicidade. Esta pode afetar tanto o sistema nervoso central (SNC) quanto o sistema nervoso periférico (SNP), com manifestações clínicas distintas. É crucial para o residente saber diferenciar esses quadros para um manejo adequado. As alterações no SNC, frequentemente referidas como "brain fog" ou "chemo brain", incluem sintomas como insônia, fadiga, dificuldade de concentração, lapsos de memória e lentidão de raciocínio. Esses sintomas podem ser sutis, mas impactam significativamente a qualidade de vida do paciente e podem persistir por um longo período após o término do tratamento. Por outro lado, as parestesias são um sintoma clássico da neuropatia periférica induzida por quimioterapia (NPIQ), que afeta o SNP. A NPIQ é uma complicação comum de vários agentes quimioterápicos, como as platinas, taxanos e alcaloides da vinca, e se manifesta com sintomas sensoriais (dormência, formigamento, dor) e, em casos mais graves, motores, geralmente em um padrão distal e simétrico. Portanto, as parestesias não são uma alteração primária do SNC, mas sim do SNP.
Os sintomas de neurotoxicidade no SNC incluem fadiga, insônia, dificuldade de concentração, alterações de memória, lentidão de raciocínio e "brain fog", que podem persistir por meses ou anos.
Quimioterápicos como taxanos (paclitaxel, docetaxel), alcaloides da vinca (vincristina, vinblastina), platinas (cisplatina, oxaliplatina) e bortezomibe são frequentemente associados à neuropatia periférica.
A neuropatia periférica manifesta-se com parestesias (formigamento, dormência), disestesias (sensações anormais e desagradáveis), dor neuropática, fraqueza muscular e perda de reflexos, geralmente em padrão de "luva e meia".
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