UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2016
Qual das assertivas abaixo apresenta a correta correlação entre os riscos químicos advindos da exposição ocupacional, fonte de exposição e efeitos neurotóxicos?
Exposição a tolueno, xileno, estireno (solventes) → neurotoxicidade central e neuropatia periférica.
Solventes orgânicos como tolueno, xileno e estireno são neurotóxicos comuns em ambientes ocupacionais (tintas, plásticos). Sua inalação crônica pode levar a disfunções cerebelares (equilíbrio, movimento) e danos aos nervos periféricos, manifestando-se como neuropatia.
A neurotoxicidade ocupacional por solventes orgânicos é um tema relevante na saúde do trabalhador, exigindo do residente o conhecimento sobre os principais agentes, suas fontes de exposição e os efeitos adversos. Tolueno, xileno e estireno são exemplos de solventes amplamente utilizados em diversas indústrias, como a de tintas, vernizes, plásticos e borrachas, e são conhecidos por sua capacidade de causar danos ao sistema nervoso central e periférico. Os efeitos neurotóxicos desses solventes podem variar desde sintomas agudos, como tontura, cefaleia e náuseas, até quadros crônicos mais graves. A exposição prolongada pode levar a uma encefalopatia tóxica crônica, caracterizada por distúrbios cognitivos (memória, atenção), alterações de humor (irritabilidade, depressão) e disfunções motoras (ataxia, tremores). Além disso, a neuropatia periférica é uma complicação comum, manifestando-se como parestesias, fraqueza e alterações de reflexos. O manejo inclui a identificação e remoção da fonte de exposição, medidas de proteção individual e coletiva no ambiente de trabalho, e tratamento sintomático das manifestações neurológicas. A prevenção é fundamental, através de programas de vigilância da saúde dos trabalhadores e controle ambiental. O reconhecimento precoce desses quadros é essencial para evitar a progressão dos danos e melhorar o prognóstico dos indivíduos expostos.
A exposição crônica a solventes orgânicos pode causar encefalopatia tóxica crônica, manifestada por distúrbios de equilíbrio, coordenação, memória, concentração e humor, além de neuropatia periférica.
A exposição é frequente em indústrias de tintas, vernizes, colas, borrachas, plásticos, impressão, e em atividades como pintura, limpeza a seco e fabricação de produtos químicos.
O diagnóstico envolve uma história ocupacional detalhada, avaliação neurológica completa, testes neuropsicológicos e, por vezes, exames complementares como eletroneuromiografia para neuropatia periférica e exames de imagem cerebral.
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