UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
Sobre neurossífilis, assinale a alternativa correta.
Neurossífilis pode ser assintomática, diagnosticada por pleocitose ou proteinorraquia no líquor, mesmo com VDRL negativo.
A neurossífilis pode manifestar-se de forma assintomática, especialmente em estágios precoces. O diagnóstico não exige obrigatoriamente VDRL positivo no líquor, podendo ser estabelecido pela presença de pleocitose (>5 leucócitos/mm³) ou proteinorraquia (>45 mg/dL) no líquor, na ausência de outras causas, em pacientes com sífilis sorológica.
A neurossífilis é a infecção do sistema nervoso central (SNC) pelo *Treponema pallidum*, podendo ocorrer em qualquer estágio da sífilis. Sua importância reside na ampla gama de manifestações clínicas, desde formas assintomáticas até quadros graves como tabes dorsalis e paralisia geral progressiva. O diagnóstico precoce é crucial para evitar sequelas neurológicas irreversíveis, e a suspeita deve ser alta em qualquer paciente com sífilis sorológica e sintomas neurológicos, oculares ou auditivos inexplicados. O diagnóstico laboratorial da neurossífilis baseia-se principalmente na análise do líquor. A pleocitose (>5 leucócitos/mm³) e a proteinorraquia (>45 mg/dL) são os achados mais sensíveis, mesmo na ausência de um VDRL reativo no líquor, que, embora específico, pode ser negativo em até 50% dos casos de neurossífilis. A coinfecção por HIV é um fator complicador, pois pode alterar a apresentação clínica, a resposta ao tratamento e a interpretação dos exames do líquor, exigindo um manejo mais cauteloso e acompanhamento prolongado. O tratamento padrão-ouro para neurossífilis é a penicilina cristalina intravenosa, devido à sua excelente penetração no SNC e eficácia comprovada. A dessensibilização à penicilina é preferível em pacientes alérgicos, em vez de alternativas como ceftriaxone, que, embora eficaz, possui menor evidência. O acompanhamento pós-tratamento, com repetição da punção lombar, é fundamental para confirmar a resposta terapêutica e garantir a erradicação da infecção, especialmente em pacientes com HIV.
O diagnóstico de neurossífilis é feito pela combinação de evidências clínicas e achados no líquor. Os critérios incluem pleocitose (>5 leucócitos/mm³) e/ou proteinorraquia (>45 mg/dL) no líquor, ou um VDRL reativo no líquor, em um paciente com sífilis sorológica.
O tratamento de escolha é a penicilina cristalina intravenosa por 10 a 14 dias. Para pacientes alérgicos à penicilina, a dessensibilização é a opção preferencial. Ceftriaxone intravenoso por 10 a 14 dias é uma alternativa, mas com menor evidência de eficácia em comparação à penicilina.
Pacientes coinfectados com HIV podem ter um curso mais agressivo da neurossífilis, maior dificuldade de erradicação da infecção e uma resposta mais lenta ao tratamento. O acompanhamento pós-tratamento deve ser mais rigoroso, com avaliação do líquor a cada 6 meses até a normalização.
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