SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Um paciente com quadro de febre baixa, mal-estar, faringite, artralgia e perda ponderal foi à unidade básica de saúde, onde recebeu prescrição de analgesia para virose. Ele evoluiu com cefaleia e meningismo, tonturas e diminuição cognitiva. Foi, então, solicitada a avaliação do especialista que indicou a coleta de liquor cefalorraquidiano, o qual mostrou hiperproteinorraquia, pleocitose, hipoglicorraquia e presença de FTA-Abs/TPHA. Nesse caso hipotético, o diagnóstico e o tratamento são, respectivamente,
Febre, meningismo, alterações cognitivas + liquor com pleocitose, hipoglicorraquia, hiperproteinorraquia + FTA-Abs/TPHA positivo = Neurossífilis.
O quadro clínico e liquórico, com pleocitose, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia, associado à positividade de FTA-Abs/TPHA no liquor, é altamente sugestivo de neurossífilis. O tratamento de escolha para neurossífilis é a penicilina G cristalina intravenosa, embora ceftriaxona possa ser uma alternativa em casos específicos ou alergia.
A neurossífilis é uma manifestação da sífilis que ocorre quando o Treponema pallidum invade o sistema nervoso central. Pode ocorrer em qualquer estágio da doença, mas é mais comum nos estágios tardios (sífilis terciária). Sua apresentação clínica é variada e pode mimetizar outras condições neurológicas, o que a torna um desafio diagnóstico. Os sintomas iniciais podem ser inespecíficos, como febre baixa, mal-estar e faringite, evoluindo para manifestações neurológicas como cefaleia, meningismo, tonturas e declínio cognitivo. O diagnóstico da neurossífilis é confirmado pela análise do líquor cefalorraquidiano, que tipicamente revela pleocitose (aumento de linfócitos), hiperproteinorraquia e, por vezes, hipoglicorraquia. A presença de anticorpos treponêmicos (FTA-Abs ou TPHA) no líquor é patognomônica. É crucial diferenciar a neurossífilis de outras infecções do SNC, e a história clínica, juntamente com os achados liquóricos e sorológicos, é fundamental para isso. O tratamento de escolha para a neurossífilis é a penicilina G cristalina aquosa intravenosa, administrada por 10 a 14 dias, devido à sua excelente penetração na barreira hematoencefálica. Embora a ceftriaxona possa ser uma alternativa em casos de alergia à penicilina, a penicilina G é o regime preferencial e mais eficaz. O acompanhamento pós-tratamento com novas punções lombares é essencial para monitorar a resposta terapêutica.
Na neurossífilis, o líquor tipicamente apresenta pleocitose (aumento de células, geralmente linfomonocitárias), hiperproteinorraquia (aumento de proteínas) e, em alguns casos, hipoglicorraquia (diminuição da glicose), além de testes sorológicos (FTA-Abs/TPHA) positivos.
O tratamento de primeira linha para neurossífilis é a penicilina G cristalina aquosa intravenosa, administrada por 10 a 14 dias, devido à sua excelente penetração no sistema nervoso central.
A neurossífilis deve ser diferenciada de outras meningites infecciosas pela história clínica (exposição sexual, lesões prévias), pela evolução subaguda/crônica e, crucialmente, pela positividade dos testes treponêmicos (FTA-Abs, TPHA) no líquor, que confirmam a infecção por Treponema pallidum.
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