HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2020
Para o diagnóstico de neurossífilis confirmada é necessário:
Neurossífilis = VDRL positivo no líquor, independente de células/proteínas.
O diagnóstico de neurossífilis é confirmado pela presença de VDRL reativo no líquido cerebrospinal. Embora alterações como pleocitose e hiperproteinorraquia sejam frequentemente encontradas, a positividade do VDRL no líquor é o critério mais específico e suficiente para o diagnóstico.
A neurossífilis é a infecção do sistema nervoso central (SNC) pelo Treponema pallidum, podendo ocorrer em qualquer estágio da sífilis, desde a sífilis primária até a terciária tardia. É uma condição grave que pode levar a déficits neurológicos permanentes se não for diagnosticada e tratada precocemente. O diagnóstico da neurossífilis é um desafio e requer uma combinação de achados clínicos, sorológicos e, crucialmente, a análise do líquido cerebrospinal (LCS). O critério mais definitivo e amplamente aceito para o diagnóstico de neurossífilis confirmada é a presença de VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) reativo no LCS. Este teste possui alta especificidade para a infecção ativa do SNC. É importante notar que, embora a pleocitose (aumento do número de células, geralmente linfócitos, >5 células/mm³) e a hiperproteinorraquia (aumento da concentração de proteínas, >45-50 mg/dL) no LCS sejam achados comuns e apoiem o diagnóstico, a positividade do VDRL no líquor por si só é suficiente para confirmar a neurossífilis, mesmo na ausência dessas outras alterações. Outros testes, como o FTA-ABS (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption) no LCS, podem ser utilizados, mas sua alta sensibilidade e baixa especificidade limitam seu uso como teste confirmatório isolado. O residente deve estar ciente da importância da punção lombar e da análise do LCS em pacientes com sífilis e sintomas neurológicos, ou em estágios avançados da doença, para um diagnóstico preciso e início do tratamento adequado, que geralmente envolve penicilina cristalina intravenosa em altas doses.
O principal exame para confirmar o diagnóstico de neurossífilis é a detecção de VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) reativo no líquido cerebrospinal (LCS). Este é o critério mais específico e confirmatório.
Além do VDRL positivo, é comum encontrar pleocitose (aumento do número de células, geralmente linfócitos) e hiperproteinorraquia (elevação dos níveis de proteínas) no líquor. No entanto, a ausência dessas alterações não exclui o diagnóstico se o VDRL for reativo.
A titulação do VDRL no sangue é importante para o diagnóstico de sífilis sistêmica. No líquor, qualquer titulação reativa do VDRL é considerada diagnóstica de neurossífilis, independentemente da titulação sérica, embora uma titulação mais alta no líquor seja mais sugestiva.
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