DUSN: Diagnóstico da Neurorretinite Subaguda Unilateral

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

Criança com história prévia de retinite multifocal migratória evolui com atrofia óptica, estreitamento vascular e alteração difusa do epitélio pigmentado da retina. Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Retinose pigmentar
  2. B) Doença de Lyme
  3. C) Neurorretinite subaguda unilateral difusa
  4. D) Toxoplasmose

Pérola Clínica

Retinite migratória + atrofia óptica + estreitamento vascular unilateral = DUSN (larva de nematódeo).

Resumo-Chave

A DUSN é causada por uma larva de nematódeo no espaço sub-retiniano, levando a uma resposta inflamatória crônica que resulta em atrofia óptica e degeneração do EPR.

Contexto Educacional

A Neurorretinite Subaguda Unilateral Difusa (DUSN) é uma síndrome ocular insidiosa que afeta principalmente crianças e adultos jovens. A fisiopatologia envolve a migração de uma larva de nematódeo que libera toxinas, causando dano progressivo aos fotorreceptores e camadas internas da retina. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na tríade de atrofia óptica, estreitamento vascular e alterações pigmentares 'em sal e pimenta'. A detecção da larva é o maior desafio diagnóstico, exigindo exames minuciosos de fundo de olho, pois a larva é pequena e altamente móvel.

Perguntas Frequentes

O que causa a DUSN?

A DUSN é causada pela presença de uma única larva de nematódeo (como Toxocara canis ou Ancylostoma caninum) que se move no espaço sub-retiniano, desencadeando uma reação inflamatória tóxica e imunológica contra a retina.

Quais são as fases clínicas da DUSN?

A fase precoce caracteriza-se por lesões branco-acinzentadas multifocais e migratórias. A fase tardia apresenta atrofia óptica, estreitamento vascular severo e alterações difusas do epitélio pigmentado da retina (EPR), simulando uma degeneração tapetoretiniana unilateral.

Qual o tratamento para DUSN?

O tratamento ideal é a identificação da larva viva através do mapeamento de retina e sua destruição direta por fotocoagulação a laser. Quando a larva não é visível, o uso de anti-helmínticos como o albendazol pode ser tentado, embora com eficácia variável.

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