Neuropraxia do Nervo Fibular: Prognóstico e Recuperação

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Uma neuropraxia do nervo fibular, sem tratamento, resulta em:

Alternativas

  1. A) Parestesia plantar permanente.
  2. B) Parestesia plantar temporária.
  3. C) Pé caído permanente.
  4. D) Pé caído temporário.

Pérola Clínica

Neuropraxia = Bloqueio de condução sem lesão axonal → Recuperação funcional completa e temporária.

Resumo-Chave

A neuropraxia representa o grau mais leve de lesão nervosa, onde ocorre apenas um bloqueio fisiológico da condução (geralmente por desmielinização focal) sem interrupção do axônio, resultando em déficits temporários.

Contexto Educacional

A compreensão das lesões nervosas periféricas é baseada na classificação de Seddon ou Sunderland. O nervo fibular, responsável pela dorsiflexão do pé e eversão, quando sofre uma neuropraxia, causa um quadro de pé caído. Como a neuropraxia não envolve morte axonal, não há necessidade de reinervação a partir do corpo celular; a função retorna assim que a condução iônica ou a mielina local é restaurada. O prognóstico é excelente, diferenciando-se das lesões mais graves que deixam sequelas permanentes.

Perguntas Frequentes

O que define uma neuropraxia?

A neuropraxia é o primeiro grau da classificação de Seddon para lesões nervosas periféricas. Caracteriza-se por uma interrupção temporária da condução nervosa, geralmente causada por compressão ou isquemia leve, sem que haja degeneração walleriana (o axônio permanece intacto). Clinicamente, há perda de função motora e, às vezes, sensitiva, mas a recuperação é espontânea e completa em semanas ou poucos meses, assim que a bainha de mielina se recupera.

Por que o nervo fibular é frequentemente afetado?

O nervo fibular comum é particularmente vulnerável a lesões compressivas devido à sua localização anatômica superficial, onde contorna o colo da fíbula. Nessa região, há pouco tecido subcutâneo protetor, tornando-o suscetível a compressões externas (como gesso apertado, pernas cruzadas por tempo prolongado ou posicionamento cirúrgico), resultando clinicamente em 'pé caído' (incapacidade de dorsiflexão).

Qual a diferença entre neuropraxia, axonotmese e neurotmese?

Na neuropraxia, o axônio está íntegro e a recuperação é rápida. Na axonotmese, há interrupção do axônio, mas o endoneuro está preservado, permitindo regeneração guiada (lenta, 1mm/dia). Na neurotmese, o nervo é completamente seccionado, incluindo suas bainhas de tecido conjuntivo, o que impede a regeneração espontânea e exige intervenção cirúrgica para qualquer chance de recuperação.

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