Neuropatia Periférica por Quimioterapia: Análogos da Platina

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022

Enunciado

Paciente masculino, em tratamento oncológico sistêmico, adentra ao serviço de pronto atendimento referindo neuropatia periférica, resultando em ataxia sensorial e dor, sem fraqueza. Qual o medicamento quimioterápico, dos listados abaixo, está comumente associado as queixas do paciente acima referido?

Alternativas

  1. A) metotrexato
  2. B) alcaloides da vinca
  3. C) taxanos
  4. D) análogos da platina
  5. E) modulador seletivo do receptor de estrogênio

Pérola Clínica

Neuropatia periférica, ataxia sensorial e dor sem fraqueza em quimioterapia → Análogos da platina (cisplatina, oxaliplatina) são causas comuns.

Resumo-Chave

Os análogos da platina, como cisplatina, oxaliplatina e carboplatina, são conhecidos por causar neuropatia periférica sensorial dose-dependente, que pode se manifestar com ataxia, parestesias, disestesias e dor, muitas vezes sem fraqueza motora significativa.

Contexto Educacional

A neuropatia periférica induzida por quimioterapia (NPIQ) é uma complicação comum e muitas vezes dose-limitante do tratamento oncológico, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Ela resulta de danos aos nervos periféricos causados por diversos agentes quimioterápicos, com diferentes perfis de neurotoxicidade. Os análogos da platina, como cisplatina, oxaliplatina e carboplatina, são particularmente conhecidos por induzir uma neuropatia predominantemente sensorial. Essa condição é dose-dependente e cumulativa, manifestando-se com sintomas como parestesias, dormência, disestesias e dor, que geralmente começam nas extremidades distais (mãos e pés) e podem progredir para uma distribuição em "luva e meia". A ataxia sensorial, sem fraqueza motora significativa, é uma apresentação clássica. O diagnóstico da NPIQ é clínico, baseado na história do tratamento e nos sintomas do paciente. O manejo é desafiador, pois não há um tratamento curativo específico. As estratégias incluem a modificação da dose ou interrupção do agente quimioterápico, se possível, e o tratamento sintomático da dor neuropática com medicamentos como gabapentina, pregabalina ou antidepressivos tricíclicos. A prevenção e o reconhecimento precoce são cruciais para minimizar o impacto dessa complicação.

Perguntas Frequentes

Quais quimioterápicos são mais associados à neuropatia periférica?

Os quimioterápicos mais comumente associados à neuropatia periférica incluem os análogos da platina (cisplatina, oxaliplatina, carboplatina), os taxanos (paclitaxel, docetaxel) e os alcaloides da vinca (vincristina, vinblastina).

Quais são os sintomas típicos da neuropatia periférica induzida por análogos da platina?

Os sintomas geralmente são sensoriais, incluindo parestesias (formigamento), disestesias (sensações anormais), dormência, dor em queimação, e ataxia, predominantemente nas extremidades distais (mãos e pés).

Como a neuropatia periférica é manejada em pacientes oncológicos?

O manejo envolve a redução da dose ou interrupção do quimioterápico, tratamento sintomático da dor neuropática (antidepressivos tricíclicos, gabapentina, pregabalina) e, em alguns casos, terapias de suporte como fisioterapia.

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