UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
Paciente masculino, em tratamento oncológico sistêmico, adentra ao serviço de pronto atendimento referindo neuropatia periférica, resultando em ataxia sensorial e dor, sem fraqueza. Qual o medicamento quimioterápico, dos listados abaixo, está comumente associado as queixas do paciente acima referido?
Neuropatia periférica, ataxia sensorial e dor sem fraqueza em quimioterapia → Análogos da platina (cisplatina, oxaliplatina) são causas comuns.
Os análogos da platina, como cisplatina, oxaliplatina e carboplatina, são conhecidos por causar neuropatia periférica sensorial dose-dependente, que pode se manifestar com ataxia, parestesias, disestesias e dor, muitas vezes sem fraqueza motora significativa.
A neuropatia periférica induzida por quimioterapia (NPIQ) é uma complicação comum e muitas vezes dose-limitante do tratamento oncológico, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Ela resulta de danos aos nervos periféricos causados por diversos agentes quimioterápicos, com diferentes perfis de neurotoxicidade. Os análogos da platina, como cisplatina, oxaliplatina e carboplatina, são particularmente conhecidos por induzir uma neuropatia predominantemente sensorial. Essa condição é dose-dependente e cumulativa, manifestando-se com sintomas como parestesias, dormência, disestesias e dor, que geralmente começam nas extremidades distais (mãos e pés) e podem progredir para uma distribuição em "luva e meia". A ataxia sensorial, sem fraqueza motora significativa, é uma apresentação clássica. O diagnóstico da NPIQ é clínico, baseado na história do tratamento e nos sintomas do paciente. O manejo é desafiador, pois não há um tratamento curativo específico. As estratégias incluem a modificação da dose ou interrupção do agente quimioterápico, se possível, e o tratamento sintomático da dor neuropática com medicamentos como gabapentina, pregabalina ou antidepressivos tricíclicos. A prevenção e o reconhecimento precoce são cruciais para minimizar o impacto dessa complicação.
Os quimioterápicos mais comumente associados à neuropatia periférica incluem os análogos da platina (cisplatina, oxaliplatina, carboplatina), os taxanos (paclitaxel, docetaxel) e os alcaloides da vinca (vincristina, vinblastina).
Os sintomas geralmente são sensoriais, incluindo parestesias (formigamento), disestesias (sensações anormais), dormência, dor em queimação, e ataxia, predominantemente nas extremidades distais (mãos e pés).
O manejo envolve a redução da dose ou interrupção do quimioterápico, tratamento sintomático da dor neuropática (antidepressivos tricíclicos, gabapentina, pregabalina) e, em alguns casos, terapias de suporte como fisioterapia.
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