HCE - Hospital Central do Exército (RJ) — Prova 2015
A neuropatia periférica é um dos efeitos colaterais mais comuns do uso de Isoniazida (INZ). A medida profilática mais adequada para evitar este efeito colateral é a administração de:
Isoniazida → neuropatia periférica; profilaxia com Piridoxina (vitamina B6).
A Isoniazida, um fármaco antituberculose, pode induzir neuropatia periférica por interferir no metabolismo da piridoxina (vitamina B6). A suplementação de piridoxina é a medida profilática padrão para prevenir este efeito adverso, especialmente em grupos de risco.
A tuberculose continua sendo um desafio global de saúde pública, e a Isoniazida (INZ) é um dos fármacos de primeira linha mais eficazes no seu tratamento e profilaxia. No entanto, como muitos medicamentos, a INZ não está isenta de efeitos adversos, sendo a neuropatia periférica um dos mais comuns e clinicamente relevantes. Este efeito colateral é resultado da interferência da Isoniazida no metabolismo da piridoxina (vitamina B6), uma vitamina essencial para diversas funções metabólicas, incluindo a síntese de neurotransmissores e a manutenção da integridade dos nervos periféricos. A fisiopatologia envolve a formação de um complexo entre a Isoniazida e a piridoxina, o que aumenta a excreção urinária da vitamina e leva à sua deficiência. A deficiência de piridoxina resulta em disfunção neuronal, manifestando-se clinicamente como neuropatia periférica, que pode causar parestesias, dormência, fraqueza e dor nos membros. A prevenção é a chave para manejar este efeito adverso. A medida profilática mais adequada e amplamente recomendada é a administração concomitante de piridoxina. A suplementação de vitamina B6 é particularmente importante em pacientes com fatores de risco para neuropatia, como diabetes mellitus, alcoolismo, desnutrição, insuficiência renal, infecção por HIV e em gestantes. O conhecimento sobre a profilaxia da neuropatia induzida por Isoniazida é fundamental para todos os profissionais de saúde envolvidos no tratamento da tuberculose, garantindo a segurança e a adesão do paciente ao esquema terapêutico.
A Isoniazida interfere no metabolismo da piridoxina (vitamina B6), formando um complexo com ela e aumentando sua excreção urinária. A deficiência de piridoxina é crucial para a síntese de neurotransmissores e a manutenção da bainha de mielina, levando à disfunção nervosa e neuropatia periférica.
Pacientes com maior risco incluem idosos, desnutridos, diabéticos, alcoólatras, pacientes com insuficiência renal, HIV-positivos, gestantes e lactantes. Nesses grupos, a profilaxia com piridoxina é ainda mais crítica.
A dose profilática usual de piridoxina é de 10 a 25 mg por dia para a maioria dos pacientes em uso de Isoniazida. Em pacientes com alto risco de neuropatia, doses mais elevadas (até 50 mg/dia) podem ser consideradas, sempre sob orientação médica.
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