UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
A neuropatia periférica do diabetes é definida como "A presença de sintomas e/ou de sinais de disfunção dos nervos periféricos em pessoas com diabetes melito, após exclusão de outras causas" (BOULTON et al., 1998). Em relação a esse assunto, assinale a alternativa que apresenta os sintomas de maior frequência.
Neuropatia diabética periférica → dor em queimação e formigamento em "luva e bota" (pés > mãos).
A neuropatia periférica diabética mais comum é a polineuropatia simétrica distal, que afeta predominantemente as fibras nervosas mais longas. Os sintomas característicos incluem dor em queimação, formigamento (parestesias) e dormência, com distribuição em "luva e bota", sendo mais proeminente nos pés e progredindo para as mãos.
A neuropatia periférica diabética (NPD) é uma das complicações crônicas mais comuns do diabetes mellitus, definida pela presença de sintomas e/ou sinais de disfunção dos nervos periféricos após exclusão de outras causas. Afeta cerca de 50% dos pacientes com diabetes de longa data. Sua importância clínica reside no impacto significativo na qualidade de vida, risco de úlceras nos pés e amputações, e aumento da mortalidade. A forma mais prevalente é a polineuropatia simétrica distal, que tipicamente afeta as fibras nervosas mais longas primeiro, resultando em uma distribuição em "luva e bota". Os sintomas sensitivos são os mais frequentes e incluem parestesias (formigamento, alfinetadas), disestesias (sensações desagradáveis), dor em queimação, choque elétrico e dormência. Esses sintomas geralmente começam nos pés e progridem para as pernas, podendo afetar as mãos em estágios mais avançados. O diagnóstico da NPD é clínico, baseado na história e exame físico (avaliação da sensibilidade vibratória, tátil, dolorosa, térmica e reflexos). O tratamento envolve o controle rigoroso da glicemia para prevenir a progressão da doença, além do manejo sintomático da dor neuropática com medicamentos como antidepressivos tricíclicos, inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (duloxetina, venlafaxina) e gabapentinoides (gabapentina, pregabalina). A educação do paciente sobre o cuidado com os pés é crucial para prevenir lesões.
O tipo mais comum é a polineuropatia simétrica distal, que afeta principalmente os nervos sensitivos e motores dos membros inferiores. Outros tipos incluem neuropatia autonômica, mononeuropatias e radiculopatias.
A neuropatia diabética pode causar dor crônica, perda de sensibilidade protetora (aumentando o risco de úlceras e infecções), fraqueza muscular e disfunção autonômica, impactando significativamente a qualidade de vida e aumentando o risco de amputações.
A fisiopatologia é multifatorial, envolvendo danos microvasculares aos nervos (vasa nervorum), estresse oxidativo, acúmulo de produtos finais de glicação avançada (AGEs) e alterações metabólicas que levam à disfunção e degeneração das fibras nervosas.
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