CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
São características da neuropatia óptica traumática associada a perda visual grave:
Trauma de nervo óptico → Defeito Pupilar Aferente Relativo (DPAR) imediato com fundo de olho normal.
Na fase aguda da neuropatia óptica traumática, o exame de fundo de olho é tipicamente normal; o diagnóstico baseia-se na perda visual e na presença obrigatória de DPAR.
A neuropatia óptica traumática (NOT) pode ser direta (laceração do nervo) ou indireta (transmissão de força de impacto ao canal óptico). O diagnóstico é eminentemente clínico em pacientes conscientes, baseando-se na tríade: trauma craniofacial, baixa acuidade visual e DPAR. É fundamental que o médico emergencista e o oftalmologista reconheçam que um fundo de olho normal não exclui lesão grave do nervo óptico. A monitorização da camada de fibras nervosas da retina (CFNR) por OCT mostrará redução da espessura apenas após algumas semanas, coincidindo com o surgimento da palidez papilar.
Também conhecido como pupila de Marcus Gunn, o DPAR ocorre quando há uma lesão assimétrica nas vias aferentes pupilares (nervo óptico ou retina grave). Ao iluminar o olho afetado, ambas as pupilas se contraem menos do que quando o olho sadio é iluminado, dando a impressão de 'dilatação paradoxal' no teste de lanterna alternada.
Porque a lesão na neuropatia óptica traumática indireta geralmente ocorre no canal óptico (retrobulbar). Os axônios são danificados, mas leva semanas para que a degeneração retrógrada atinja a cabeça do nervo óptico e se manifeste como palidez ou atrofia visível ao oftalmoscópio.
O uso de megadoses de corticoides (protocolo NASCIS) é controverso. Estudos como o CRASH sugeriram aumento da mortalidade em traumas cranianos associados, e o estudo International Optic Nerve Trauma Study não mostrou benefício claro da corticoterapia ou descompressão cirúrgica sobre a observação.
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