COC - Centro Oncológico de Cuiabá (MT) — Prova 2020
A neuropatia óptica tóxica medicamentosa ocorre, com frequência, nos pacientes que fazem uso de:
Etambutol → risco de neuropatia óptica tóxica dose-dependente.
O etambutol, um fármaco antituberculoso, é conhecido por causar neuropatia óptica tóxica, que pode levar à perda de acuidade visual e discromatopsia. A monitorização oftalmológica é essencial em pacientes em uso prolongado ou em altas doses.
A neuropatia óptica tóxica medicamentosa é uma condição grave que pode levar à perda visual permanente. Entre os medicamentos que causam essa complicação, o etambutol é um dos mais conhecidos e frequentemente testados em provas de residência. Ele é um fármaco de primeira linha no tratamento da tuberculose. A fisiopatologia da neuropatia óptica induzida por etambutol não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva a quelação de íons metálicos essenciais para a função mitocondrial nas células ganglionares da retina e no nervo óptico. Os sintomas incluem diminuição da acuidade visual, perda da visão de cores (discromatopsia, especialmente para verde-vermelho) e defeitos no campo visual. A toxicidade é geralmente dose-dependente e reversível se o medicamento for descontinuado precocemente. Por isso, a monitorização oftalmológica regular, incluindo testes de acuidade visual e visão de cores, é fundamental para todos os pacientes em uso de etambutol, especialmente aqueles com tratamento prolongado ou doses elevadas. Outros medicamentos como cloroquina e tamoxifeno também podem causar toxicidade ocular, mas com padrões diferentes (retinopatia).
Além do etambutol, outros medicamentos que podem causar neuropatia óptica tóxica incluem isoniazida, amiodarona, metanol, digoxina e alguns quimioterápicos. Cada um pode ter um mecanismo e padrão de toxicidade específicos.
Os sintomas incluem diminuição progressiva da acuidade visual, perda da visão de cores (discromatopsia, especialmente para verde-vermelho), e defeitos no campo visual. Geralmente é bilateral e simétrica, mas pode ser unilateral no início.
A monitorização deve incluir avaliação da acuidade visual, teste de visão de cores (ex: Ishihara) e campimetria visual antes do início do tratamento e regularmente durante o uso. A frequência da monitorização pode variar dependendo da dose e duração do tratamento.
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