Neuropatia Óptica de Leber: Diagnóstico e Características

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008

Enunciado

Perda visual súbita e indolor com intervalo de dias ou semanas em um paciente jovem do sexo masculino e que apresente edema de disco óptico associado aos pequenos vasos telangiectásicos, é característico de:

Alternativas

  1. A) Neurite óptica desmielinizante bilateral
  2. B) Atrofia óptica dominante
  3. C) Neuropatia óptica de Leber
  4. D) Neuropatia óptica isquêmica

Pérola Clínica

Homem jovem + Perda visual súbita indolor + Telangiectasias peridiscais = LHON.

Resumo-Chave

A Neuropatia de Leber é uma doença mitocondrial que causa degeneração das células ganglionares. O fundo de olho mostra um pseudoedema e microangiopatia telangiectásica característica.

Contexto Educacional

A Neuropatia Óptica Hereditária de Leber (LHON) é a neuropatia mitocondrial mais comum. Resulta de mutações pontuais no DNA mitocondrial (principalmente nas posições 11778, 3460 ou 14484), que levam a uma disfunção na cadeia respiratória e estresse oxidativo nas células ganglionares da retina. Clinicamente, manifesta-se em adultos jovens como uma perda visual central, súbita e indolor, que inicialmente é unilateral, mas torna-se bilateral em semanas ou meses. O diagnóstico é clínico-genético, e o manejo envolve aconselhamento genético e evitar fatores de estresse mitocondrial, como tabagismo e consumo excessivo de álcool.

Perguntas Frequentes

Qual o padrão de herança da Neuropatia de Leber?

A LHON possui herança mitocondrial, o que significa que é transmitida exclusivamente pela mãe para todos os seus filhos, mas apenas as filhas podem transmitir a mutação para as gerações seguintes. No entanto, há uma penetrância incompleta, afetando mais homens.

Quais os achados típicos na fundoscopia da LHON?

Na fase aguda, observa-se pseudoedema da camada de fibras nervosas peridiscais, ausência de vazamento na angiofluoresceína (diferente do edema real) e microangiopatia telangiectásica peridiscal. Com o tempo, evolui para atrofia óptica.

Qual o prognóstico visual da doença?

O prognóstico é geralmente reservado, com perda visual severa e permanente (acuidade inferior a 20/200). Algumas mutações específicas, como a 14484, apresentam uma taxa maior de recuperação espontânea parcial da visão.

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