Neuropatia Óptica Isquêmica: Diagnóstico e Sinais Fundoscópicos

Santa Casa de Rondonópolis (MT) — Prova 2023

Enunciado

Homem de 72 anos, diabético e hipertenso queixa-se de perda súbita da visão no olho direito, acompanhada de cefaléia. A fundoscopia evidencia edema e hiperemia da papila óptica que apresenta também pequenas hemorragias em “chama de vela” e telangectasias. Dentre as opções abaixo, qual é o diagnóstico MAIS PROVÁVEL?

Alternativas

  1. A) Glaucoma agudo
  2. B) Neuropatia óptica isquêmica
  3. C) Retinopatia diabética
  4. D) Retinopatia hipertensiva

Pérola Clínica

Perda súbita visão + edema papila + hemorragias em chama de vela em paciente idoso com FR CV → Neuropatia Óptica Isquêmica (NOINA).

Resumo-Chave

A neuropatia óptica isquêmica é uma causa comum de perda súbita e indolor da visão em idosos, especialmente aqueles com fatores de risco cardiovasculares como diabetes e hipertensão. A fundoscopia revela edema de papila, que pode ser acompanhado de hemorragias peripapilares em 'chama de vela' e telangiectasias, caracterizando a forma não arterítica (NOINA).

Contexto Educacional

A neuropatia óptica isquêmica (NOI) é uma das causas mais comuns de perda visual aguda em indivíduos acima de 50 anos. Ela ocorre devido à interrupção do suprimento sanguíneo para a cabeça do nervo óptico, resultando em isquemia e disfunção axonal. Existem duas formas principais: arterítica (NOIA), associada à arterite de células gigantes, e não arterítica (NOINA), mais comum e ligada a fatores de risco cardiovasculares. A identificação precoce é vital para o manejo e prevenção de perda visual adicional. O quadro clínico típico da NOI é a perda súbita, indolor e unilateral da visão, que pode ser parcial ou completa. Fatores de risco como diabetes e hipertensão, presentes no paciente, são fortemente associados à NOINA. A fundoscopia é um exame chave para o diagnóstico, revelando edema da papila óptica, que pode ser difuso ou setorial, e frequentemente acompanhado de hemorragias peripapilares em 'chama de vela' e, por vezes, telangiectasias. O tratamento da NOI não arterítica é principalmente de suporte, com foco no controle dos fatores de risco cardiovasculares para prevenir novos eventos no mesmo olho ou no olho contralateral. Na suspeita de NOIA, a corticoterapia sistêmica de alta dose deve ser iniciada imediatamente para prevenir a perda visual no olho contralateral, sendo uma emergência oftalmológica. O prognóstico visual varia, mas a recuperação completa é rara, e o objetivo principal é preservar a visão restante e prevenir novos episódios.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para neuropatia óptica isquêmica?

Os principais fatores de risco para a forma não arterítica (NOINA) incluem idade avançada, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, dislipidemia, tabagismo e apneia obstrutiva do sono. Para a forma arterítica (NOIA), a arterite de células gigantes é a causa.

Como a fundoscopia auxilia no diagnóstico da neuropatia óptica isquêmica?

A fundoscopia é crucial, revelando edema da papila óptica (cabeça do nervo óptico), que pode ser difuso ou setorial, e frequentemente associado a hemorragias em chama de vela peripapilares e, em alguns casos, telangiectasias, que são achados típicos da NOINA.

Qual a diferença entre neuropatia óptica isquêmica arterítica e não arterítica?

A forma arterítica (NOIA) é causada por arterite de células gigantes e é uma emergência, pois pode afetar o outro olho rapidamente, exigindo corticoterapia imediata. A forma não arterítica (NOINA) é mais comum, geralmente associada a fatores de risco cardiovasculares e sem inflamação sistêmica, com prognóstico visual variável.

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