CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Com relação à neuropatia óptica arterítica, é correto afirmar que:
NOIA Arterítica → Risco altíssimo de cegueira bilateral súbita se não tratada com corticoides.
A Neuropatia Óptica Isquêmica Anterior Arterítica (NOIA-A) é uma complicação grave da Arterite de Células Gigantes, com alto risco de bilateralidade rápida e irreversível em casos não tratados.
A Neuropatia Óptica Isquêmica Anterior Arterítica (NOIA-A) é a manifestação ocular mais temida da Arterite de Células Gigantes (ACG). A fisiopatologia envolve uma vasculite imunomediada de artérias de médio e grande calibre. O diagnóstico é clínico-laboratorial, apoiado por VHS e PCR elevados, mas confirmado pela biópsia da artéria temporal. O tratamento padrão envolve a pulsoterapia com metilprednisolona intravenosa seguida de corticoterapia oral prolongada. O objetivo principal não é recuperar a visão do olho já afetado (que raramente melhora), mas sim prevenir a oclusão vascular no olho contralateral. O residente deve estar alerta: a conduta expectante é contraindicada e o atraso no tratamento é uma das principais causas de cegueira iatrogênica evitável em idosos.
A NOIA arterítica é uma emergência médica porque a vasculite (Arterite de Células Gigantes) causa uma oclusão inflamatória das artérias ciliares posteriores curtas, que irrigam a cabeça do nervo óptico. Se não tratada imediatamente com altas doses de corticosteroides, o risco de o outro olho ser acometido em questão de horas ou dias é extremamente alto (até 50-95% dos casos), levando à cegueira bilateral definitiva.
Pacientes com NOIA-A geralmente têm mais de 50 anos e apresentam sintomas de Arterite de Células Gigantes, como cefaleia temporal nova, claudicação de mandíbula ao mastigar, hipersensibilidade no couro cabeludo (dor ao pentear o cabelo), polimialgia reumática (dor em ombros e quadris), febre e perda de peso.
A NOIA arterítica costuma apresentar perda visual muito mais severa (frequentemente pior que 20/200), edema de disco óptico 'pálido' (chalky white edema) e marcadores inflamatórios (VHS e PCR) significativamente elevados. A forma não-arterítica está mais ligada a fatores de risco cardiovasculares, 'disco em risco' (escavação pequena) e perda visual menos catastrófica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo