CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
Na neuropatia óptica isquêmica arterítica, é correto afirmar:
NOIA Arterítica → Idosos (70-80 anos) + VHS/PCR ↑↑ + Risco de cegueira bilateral.
A NOIA arterítica é uma emergência oftalmológica ligada à Arterite de Células Gigantes. O diagnóstico rápido e o uso de corticoides evitam a perda visual irreversível do olho contralateral.
A Neuropatia Óptica Isquêmica Anterior Arterítica (NOIA-A) é causada por uma vasculite imunomediada de grandes e médias artérias. O edema de disco óptico pálido é o achado oftalmoscópico clássico. Laboratorialmente, o VHS e a PCR estão marcadamente elevados na maioria dos casos. A biópsia da artéria temporal confirma o diagnóstico, mas o tratamento nunca deve ser retardado à espera do resultado anatomopatológico devido ao altíssimo risco de bilateralização rápida.
Além da perda visual súbita, os pacientes frequentemente relatam cefaleia temporal, claudicação de mandíbula ao mastigar, hipersensibilidade no couro cabeludo e sintomas de polimialgia reumática (dor em ombros e quadris).
A conduta deve ser a internação imediata para pulsoterapia com metilprednisolona endovenosa, visando proteger o olho contralateral, antes mesmo da realização da biópsia da artéria temporal.
A forma arterítica acomete pacientes mais idosos (média de 70-80 anos) e é mais grave. A forma não-arterítica é mais comum, ocorre geralmente entre 50-70 anos e está associada a fatores de risco cardiovascular como hipertensão e diabetes.
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