CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Sobre a neuropatia óptica isquêmica anterior arterítica, é correto afirmar que:
NOIAA = Perda visual súbita + ↑VHS/PCR + Risco de cegueira contralateral → Corticoide imediato.
A NOIAA é uma manifestação da Arterite de Células Gigantes. Marcadores inflamatórios (VHS e PCR) são fundamentais para o diagnóstico e monitoramento da atividade da doença.
A Neuropatia Óptica Isquêmica Anterior Arterítica (NOIAA) é uma das emergências mais temidas na oftalmologia geriátrica. Diferente da forma não-arterítica (associada a fatores de risco cardiovasculares), a NOIAA é causada por uma vasculite imunomediada de grandes e médios vasos (Arterite de Células Gigantes). O quadro clínico típico inclui perda visual súbita e indolor, frequentemente acompanhada de sintomas sistêmicos como claudicação de mandíbula, cefaleia temporal e polimialgia reumática. O edema de disco óptico na NOIAA costuma ser pálido. O tratamento com pulsoterapia de metilprednisolona deve ser iniciado antes mesmo do resultado da biópsia para proteger a visão remanescente.
Na NOIAA arterítica, o VHS e a PCR costumam estar significativamente elevados. Eles são critérios diagnósticos essenciais e servem para monitorar a resposta ao tratamento com corticosteroides. Uma queda nesses marcadores sugere controle da inflamação sistêmica, enquanto sua elevação pode indicar recidiva.
O prognóstico é reservado e grave. Sem tratamento imediato com altas doses de corticosteroides, há um risco altíssimo (até 50-90%) de perda visual severa e irreversível no olho contralateral em poucos dias ou semanas.
Não. Devido à natureza segmentar da inflamação ('skip lesions'), a biópsia pode resultar em falso-negativo. Se a suspeita clínica e laboratorial (VHS/PCR elevados) for alta, o tratamento deve ser mantido mesmo com biópsia negativa.
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