CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2008
A neuropatia óptica isquêmica anterior da forma arterítica é caracterizada por infarto:
NOIA Arterítica = infarto da porção laminar/pré-laminar por oclusão das artérias ciliares posteriores curtas.
A forma arterítica da NOIA resulta de uma vasculite (Arterite de Células Gigantes) que causa isquemia aguda na cabeça do nervo óptico (região laminar e pré-laminar).
A Neuropatia Óptica Isquêmica Anterior Arterítica (NOIA-A) representa um infarto isquêmico da cabeça do nervo óptico. A anatomia vascular desta região é dependente do círculo de Zinn-Haller, formado pelas artérias ciliares posteriores curtas. Na vigência de um processo inflamatório vasculítico, como a Arterite de Células Gigantes, ocorre a oclusão desses vasos, resultando em isquemia das fibras nervosas nas zonas laminar e pré-laminar. O reconhecimento precoce é vital. O quadro oftalmológico clássico revela um edema de papila pálido e difuso, associado a um defeito pupilar aferente relativo. O tratamento não visa recuperar a visão do olho afetado (que geralmente é pobre), mas sim proteger o olho contralateral e prevenir eventos isquêmicos sistêmicos. A biópsia da artéria temporal continua sendo o padrão-ouro para confirmação diagnóstica, mas o tratamento nunca deve ser retardado à espera do resultado.
A causa predominante é a Arterite de Células Gigantes (ACG), uma vasculite sistêmica de vasos de médio e grande calibre. A inflamação da parede arterial leva à oclusão das artérias ciliares posteriores curtas, que são as responsáveis pelo suprimento sanguíneo da cabeça do nervo óptico (porções laminar e pré-laminar).
A forma arterítica costuma apresentar perda visual mais grave (frequentemente < 20/200), edema de disco óptico pálido ('chalky white') e sintomas sistêmicos como claudicação de mandíbula, cefaleia temporal e polimialgia reumática. Laboratorialmente, apresenta VHS e PCR significativamente elevados, ao contrário da forma não-arterítica.
Devido ao alto risco de perda visual bilateral rápida e irreversível. Se não tratada imediatamente com corticoterapia sistêmica em altas doses (pulsoterapia), a vasculite pode acometer o olho contralateral em dias ou semanas, além de causar outras complicações isquêmicas sistêmicas, como o acidente vascular cerebral.
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