CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
É correto afirmar sobre as neuropatias ópticas que:
Compressão anterior → edema de papila; Compressão posterior → disco normal inicial.
Neuropatias compressivas anteriores afetam a cabeça do nervo óptico diretamente, resultando em edema visível, ao contrário das lesões retrobulbares.
As neuropatias ópticas representam um grupo heterogêneo de doenças que afetam o segundo par craniano. O diagnóstico diferencial baseia-se na lateralidade, presença de dor, velocidade de instalação e achados fundoscópicos. Lesões compressivas anteriores, como meningiomas da bainha do nervo óptico, causam edema de disco, enquanto lesões posteriores podem manter o disco normal por semanas. No trauma, a perda visual costuma ser imediata devido ao cisalhamento axonal ou contusão, exigindo avaliação urgente. O conhecimento da anatomia do nervo óptico, dividido em porções intraocular, intraorbitária, intracanalicular e intracraniana, é fundamental para localizar a patologia.
A neuropatia óptica compressiva anterior envolve a porção do nervo óptico próxima ao globo ocular, resultando frequentemente em edema da cabeça do nervo óptico (papiledema ou edema de disco) devido à interrupção do fluxo axoplasmático. Já a neuropatia posterior, ou retrobulbar, ocorre mais distalmente ao globo, e o disco óptico pode parecer normal inicialmente, desenvolvendo palidez apenas tardiamente após a morte axonal.
Diferente de processos inflamatórios ou traumáticos agudos, a neuropatia óptica carencial (geralmente por deficiência de vitamina B12 ou folato) manifesta-se como uma perda visual progressiva, indolor, bilateral e simétrica. Por ser simétrica, raramente apresenta defeito pupilar aferente relativo (DPAR), que é um sinal de assimetria na função do nervo óptico entre os dois olhos.
A neuropatia óptica hereditária de Leber (LHON) tem prognóstico visual reservado. A melhora espontânea da visão é rara, mas quando ocorre, está mais associada à mutação pontual no DNA mitocondrial na posição 14484. A mutação 11778 é a mais comum e tem o pior prognóstico de recuperação visual.
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