HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020
Uma mulher de 52 anos de idade com diabetes mellitus do tipo 2, mal controlada de longa data, é avaliada por uma sensação de dormência nos dedos das mãos e dos pés, como se estivesse usando luvas e meias o tempo todo. Ela também relata formigamento e queimação no mesmo local, mas nenhuma fraqueza. Seus sintomas estão presentes de forma intermitente nos últimos meses. Após uma avaliação completa, a biópsia do nervo é obtida e demonstra degeneração axonal, hiperplasia endotelial e inflamação perivascular. Qual das seguintes afirmações sobre essa condição é verdadeira?
Neuropatia diabética periférica → complicação comum de DM mal controlada, principal causa de neuropatia periférica.
A neuropatia diabética periférica é a complicação mais comum do diabetes, manifestando-se com sintomas sensoriais em 'luva e meia'. É a principal causa de neuropatia periférica em países desenvolvidos e está frequentemente associada a outras complicações microvasculares, como retinopatia e nefropatia.
A neuropatia diabética periférica (NDP) é uma das complicações crônicas mais prevalentes e debilitantes do diabetes mellitus, especialmente em pacientes com controle glicêmico inadequado e longa duração da doença. Ela se manifesta tipicamente como uma polineuropatia simétrica distal, afetando inicialmente os nervos mais longos, o que explica a distribuição em 'luva e meia' dos sintomas sensoriais, como dormência, formigamento, queimação e dor. A NDP é, de fato, a causa mais comum de neuropatia periférica nos países desenvolvidos, impactando significativamente a qualidade de vida e aumentando o risco de úlceras e amputações. A fisiopatologia da NDP é multifatorial, envolvendo danos microvasculares (hiperplasia endotelial, inflamação perivascular), estresse oxidativo, acúmulo de produtos finais de glicação avançada e disfunção metabólica dos nervos. A presença de outras complicações microvasculares, como retinopatia e nefropatia, frequentemente coexiste com a NDP, indicando um processo patológico sistêmico. A neuropatia autonômica também é comum e pode ocorrer em conjunto com a neuropatia sensorial, afetando diversos sistemas orgânicos. O diagnóstico é clínico, complementado por exames como eletroneuromiografia. O tratamento foca no controle rigoroso da glicemia para prevenir a progressão da doença e no manejo sintomático da dor neuropática com medicamentos como antidepressivos tricíclicos, gabapentina ou pregabalina. Embora o controle glicêmico seja crucial para prevenir o desenvolvimento e a progressão, a neuropatia já estabelecida raramente é revertida, tornando a prevenção primária e o manejo precoce essenciais.
Os sintomas típicos incluem dormência, formigamento, queimação, dor em pontada ou choque elétrico, geralmente em uma distribuição em 'luva e meia' (afetando mãos e pés simetricamente), e perda de sensibilidade.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e exame físico (avaliação de sensibilidade, reflexos). Pode ser complementado por eletroneuromiografia para confirmar o tipo e a extensão do dano nervoso, e biópsia de nervo em casos atípicos.
O controle glicêmico rigoroso é a estratégia mais eficaz para prevenir o desenvolvimento e retardar a progressão da neuropatia diabética. No entanto, uma vez estabelecida, a neuropatia raramente é revertida, mesmo com bom controle glicêmico.
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