IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2023
Dentre as complicações abaixo, qual a mais frequentemente encontrada no diabetes mellitus do tipo 2 (DM2)?
Neuropatia periférica é a complicação crônica mais comum do DM2, afetando até 50% dos pacientes.
A neuropatia periférica diabética é a complicação crônica mais prevalente do DM2, afetando uma grande proporção de pacientes, muitas vezes de forma assintomática por anos. Ela pode levar a úlceras nos pés, amputações e dor neuropática, sendo crucial seu rastreamento e manejo.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica que, se não controlada adequadamente, leva a uma série de complicações micro e macrovasculares. Embora todas as complicações sejam clinicamente significativas, a neuropatia diabética periférica é a mais prevalente, afetando até 50% dos pacientes com DM2, muitas vezes antes mesmo do diagnóstico formal da doença ou de forma assintomática por muitos anos. A neuropatia diabética é um grupo heterogêneo de síndromes que afetam diferentes partes do sistema nervoso. A forma mais comum é a polineuropatia simétrica distal, que se manifesta com perda de sensibilidade, dor, formigamento e queimação, predominantemente nos pés e pernas. Essa perda de sensibilidade é um fator de risco crucial para o desenvolvimento de úlceras nos pés e amputações, tornando o rastreamento anual da neuropatia essencial na rotina do paciente diabético. Embora retinopatia, nefropatia e doença vascular periférica também sejam complicações muito importantes e com alta morbidade, a neuropatia periférica se destaca pela sua alta prevalência. O manejo da neuropatia envolve o controle glicêmico rigoroso, cuidados com os pés e, se necessário, tratamento farmacológico para a dor neuropática. Residentes devem estar atentos à importância do rastreamento e manejo precoce para prevenir as consequências devastadoras desta complicação.
Os sintomas incluem dormência, formigamento, queimação, dor (especialmente à noite) e perda de sensibilidade, geralmente começando nos pés e progredindo para as pernas. Em casos avançados, pode haver fraqueza muscular e deformidades nos pés.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e exame físico, incluindo testes de sensibilidade (monofilamento de Semmes-Weinstein, sensibilidade vibratória, térmica e dolorosa) e reflexos. O rastreamento anual é recomendado para todos os pacientes com DM2.
A perda de sensibilidade nos pés aumenta o risco de lesões, úlceras e infecções, que podem evoluir para osteomielite e, em casos graves, amputações. A dor neuropática crônica também impacta significativamente a qualidade de vida.
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