SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Na prática clínica, considerando o custo-benefício das estratégias abaixo, qual é a mais recomendada para detecção precoce da neuropatia periférica em pacientes com diabetes mellitus tipo 2?
Rastreio neuropatia DM2 = Testes combinados (fibras finas + grossas) para ↑ sensibilidade.
O rastreamento eficaz da neuropatia diabética exige a avaliação de diferentes tipos de fibras nervosas. Enquanto o monofilamento foca em fibras grossas, a combinação com testes térmicos ou dolorosos (fibras finas) aumenta a detecção precoce.
A neuropatia periférica é a complicação microvascular mais comum do diabetes mellitus. O diagnóstico precoce é vital para prevenir úlceras e amputações. O exame clínico deve ser realizado anualmente no DM2 desde o diagnóstico. A fisiopatologia envolve dano axonal progressivo mediado por estresse oxidativo e via dos polióis, afetando inicialmente as fibras mais distais (padrão em bota e luva).
A neuropatia diabética é heterogênea; fibras finas (responsáveis por dor e temperatura) e grossas (responsáveis por vibração e pressão) podem ser afetadas em tempos diferentes. A combinação aumenta a sensibilidade diagnóstica.
O monofilamento avalia especificamente a perda da sensibilidade protetora (fibras grossas), sendo um excelente preditor de risco para ulceração plantar, mas pode ser normal em fases muito precoces de neuropatia de fibras finas.
É uma ferramenta clínica que utiliza um questionário de sintomas e um exame físico simplificado. Embora útil, a diretriz atual enfatiza a combinação de testes físicos de diferentes modalidades sensoriais para maior acurácia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo