FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2026
Um homem de 25 anos de idade com diabetes melito tipo 1 de longa duração queixa-se de dor nos pés e tornozelos que já persiste por mais de um ano, essas dores são piores à noite e chega a dificultar o sono. Todas as seguintes características são compatíveis com a dor neuropática devido ao diabetes, exceto:
Neuropatia diabética = dor em queimação/choque + piora noturna + alodinia; dor escrotal não é típica.
A polineuropatia simétrica distal é a forma mais comum de neuropatia diabética, caracterizada por sintomas sensoriais positivos com distribuição em bota e luva.
A neuropatia diabética é a complicação microvascular mais comum do diabetes melito, afetando até 50% dos pacientes ao longo da vida. A fisiopatologia envolve o estresse oxidativo e a via dos polióis, levando à desmielinização segmentar e degeneração axonal. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história e no exame físico (teste do monofilamento de 10g, sensibilidade vibratória e reflexos aquileus). O manejo foca no controle glicêmico rigoroso para prevenir a progressão e no tratamento sintomático da dor. Medicamentos de primeira linha incluem gabapentinoides (pregabalina, gabapentina), antidepressivos tricíclicos (amitriptilina) e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (duloxetina). A identificação precoce é crucial para prevenir úlceras e amputações.
Os sintomas cardinais incluem dor em queimação, sensação de choque elétrico, formigamento (parestesia) e alodinia (dor ao toque leve). Estes sintomas costumam ter distribuição simétrica, iniciando-se nos pés (distribuição em 'bota') e progredindo proximalmente. A piora noturna é uma característica clássica que frequentemente interfere na qualidade do sono do paciente.
A polineuropatia diabética distal é tipicamente simétrica e afeta as fibras nervosas mais longas primeiro (pés). A dor escrotal sugeriria uma mononeuropatia, radiculopatia ou envolvimento de nervos específicos como o genitofemoral ou ilioinguinal, o que não faz parte do quadro clássico de polineuropatia sensitivo-motora distal do diabetes.
Alodinia é a percepção de dor resultante de um estímulo que normalmente não provocaria dor, como o toque leve das roupas ou lençóis. No diabetes, isso ocorre devido à sensibilização central e periférica das vias de dor, sendo um marcador importante de disfunção de fibras finas e um desafio terapêutico significativo.
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