Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022
Homem, 52 anos, portador de diabetes mellitus tipo 1 desde os 16 anos, apresentando dor crônica em queimação em membros inferiores, que piora durante período noturno, classificada de intensidade 5/10. O tratamento deve ser inicialmente com
Neuropatia diabética dolorosa → duloxetina, pregabalina ou gabapentina são primeira linha.
A dor neuropática diabética, caracterizada por queimação e piora noturna, responde bem a fármacos que modulam neurotransmissores. A duloxetina, um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN), é uma das opções de primeira linha, assim como gabapentina e pregabalina, devido à sua eficácia e perfil de segurança para este tipo de dor.
A neuropatia diabética é uma complicação crônica comum do diabetes mellitus, afetando até 50% dos pacientes. A forma dolorosa impacta significativamente a qualidade de vida, sendo crucial um manejo adequado. É mais prevalente em pacientes com controle glicêmico inadequado e longa duração da doença, como no caso apresentado de diabetes tipo 1 desde os 16 anos.
A neuropatia diabética dolorosa tipicamente se manifesta com dor em queimação, choque ou formigamento, frequentemente piorando à noite e afetando principalmente os membros inferiores. Pode haver também alodinia (dor a estímulos não dolorosos) e hiperalgesia (resposta exagerada a estímulos dolorosos).
A duloxetina é um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN) que atua modulando as vias descendentes de controle da dor no sistema nervoso central. Sua eficácia na redução da dor neuropática diabética é bem estabelecida, sendo considerada uma medicação de primeira linha, com bom perfil de segurança.
Além dos IRSN como a duloxetina, outras classes de medicamentos de primeira linha incluem os gabapentinoides (gabapentina e pregabalina), que atuam nos canais de cálcio. Antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina) também são eficazes, mas geralmente são considerados de segunda linha devido ao perfil de efeitos adversos.
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