UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022
Mulher de 52 anos de idade com diabetes mellitus tipo 2 de longa duração e inadequadamente controlado é examinada, devido a uma sensação de dormência nos dedos das mãos e dos pés, como se estivesse usando luvas e meias o tempo todo. Ela também relata a ocorrência de formigamento e sensação de queimação da mesma localização, porém sem fraqueza. Os sintomas têm ocorrido de modo intermitente nos últimos meses. Depois de um exame minucioso, obtém-se uma biópsia de nervo, que demonstra degeneração axonal, hiperplasia endotelial e inflamação perivascular. Em relação a esse distúrbio, assinale a afirmativa correta.
Neuropatia diabética é a causa mais comum de neuropatia periférica em países desenvolvidos.
A neuropatia diabética é uma complicação crônica do diabetes mellitus, sendo a causa mais comum de neuropatia periférica. Caracteriza-se por degeneração axonal e disfunção vascular, manifestando-se frequentemente como polineuropatia simétrica distal, com sintomas sensoriais como dormência, formigamento e queimação.
A neuropatia diabética é uma das complicações crônicas mais prevalentes e debilitantes do diabetes mellitus, sendo a causa mais comum de neuropatia periférica nos países desenvolvidos. Ela resulta de danos aos nervos causados pela hiperglicemia crônica e outros fatores metabólicos e vasculares associados ao diabetes. A polineuropatia simétrica distal é a forma mais comum, afetando principalmente os nervos sensoriais e motores dos membros inferiores. A fisiopatologia envolve múltiplos mecanismos, incluindo o estresse oxidativo, a via dos poliálcoois, a formação de produtos finais de glicação avançada (AGEs) e a disfunção microvascular, que levam à degeneração axonal e desmielinização. Os sintomas típicos incluem dormência, formigamento, queimação e dor, frequentemente descritos como 'em luva e meia'. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e exame físico, e pode ser complementado por eletroneuromiografia e biópsia de nervo em casos atípicos. O tratamento da neuropatia diabética foca no controle rigoroso da glicemia para prevenir a progressão da doença, embora a reversão da neuropatia já estabelecida seja rara. O manejo sintomático da dor neuropática é crucial e pode incluir antidepressivos tricíclicos, gabapentina, pregabalina e duloxetina. Além disso, a educação do paciente sobre cuidados com os pés é vital para prevenir úlceras e amputações, destacando a importância de uma abordagem multidisciplinar.
Os sintomas mais comuns incluem dormência, formigamento, sensação de queimação ou dor nos pés e mãos (distribuição em luva e meia), perda de sensibilidade à temperatura e vibração, e, em casos avançados, fraqueza muscular.
O controle glicêmico rigoroso é a principal estratégia para prevenir o desenvolvimento e retardar a progressão da neuropatia diabética. Embora não reverta a neuropatia já estabelecida, ele é fundamental para evitar o agravamento dos danos nervosos.
Além da polineuropatia simétrica distal, a neuropatia diabética pode se manifestar como neuropatia autonômica (afetando sistemas cardiovascular, gastrointestinal, geniturinário), mononeuropatias (ex: paralisia de nervos cranianos) e radiculopatias.
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