Neuropatia Diabética: Impacto nas Fibras Nervosas e Marcha

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020

Enunciado

Em relação à neuropatia diabética, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir. (   ) Afeta mais as fibras grossas dos nervos periféricos.(   ) Geralmente, produz sintomas sensitivos e motores, na sua apresentação clínica mais comum. (   ) Pode afetar a marcha. (   ) Há predomínio nos membros inferiores.(   ) Há perda precoce da propriocepcão na neuropatia diabética. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

Alternativas

  1. A) V, V, F, F, V.
  2. B) V, F, V, V, F.
  3. C) V, F, F, V, V.
  4. D) F, V, V, V, F.
  5. E) F, V, F, F, V.

Pérola Clínica

Neuropatia diabética: afeta fibras finas e grossas, predomina em MMII, causa perda proprioceptiva e afeta marcha.

Resumo-Chave

A neuropatia diabética é uma complicação crônica do diabetes, afetando principalmente as fibras nervosas periféricas. Embora as fibras finas (dor, temperatura) sejam frequentemente as primeiras a serem afetadas, as fibras grossas (propriocepção, vibração, motoras) também são comprometidas, levando a sintomas sensitivos e motores, predomínio nos membros inferiores e impacto na marcha e equilíbrio.

Contexto Educacional

A neuropatia diabética é uma das complicações crônicas mais prevalentes e debilitantes do diabetes mellitus, afetando até 50% dos pacientes com doença de longa data. É uma condição progressiva que resulta de danos aos nervos periféricos causados pela hiperglicemia crônica e outros fatores metabólicos. Para residentes e estudantes, a compreensão de sua fisiopatologia e manifestações clínicas é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado, visando prevenir complicações graves como úlceras e amputações. A neuropatia diabética afeta tanto as fibras nervosas finas (responsáveis pela sensação de dor e temperatura) quanto as fibras grossas (responsáveis pela propriocepção, sensação vibratória e função motora). A polineuropatia simétrica distal é a forma mais comum, caracterizada por sintomas sensitivos (parestesias, disestesias, dor em queimação) e, em menor grau, motores, com predomínio nos membros inferiores. A perda da sensibilidade protetora é um fator chave no desenvolvimento do pé diabético. A perda de propriocepção, que é a capacidade de sentir a posição do corpo no espaço, é uma manifestação importante da neuropatia de fibras grossas e pode ocorrer precocemente, contribuindo significativamente para a instabilidade da marcha e o aumento do risco de quedas. O manejo envolve o controle rigoroso da glicemia, alívio sintomático da dor neuropática e cuidados com os pés para prevenir lesões. O reconhecimento desses aspectos é fundamental para a prática clínica e para o sucesso em exames de residência.

Perguntas Frequentes

Quais tipos de fibras nervosas são afetadas na neuropatia diabética?

A neuropatia diabética afeta tanto as fibras nervosas finas (responsáveis pela dor e temperatura) quanto as fibras grossas (responsáveis pela propriocepção, vibração e função motora). As fibras finas são frequentemente as primeiras a serem comprometidas, mas a doença progride para envolver as fibras grossas.

Como a neuropatia diabética afeta a marcha?

A neuropatia diabética pode afetar a marcha devido à perda de propriocepção (dificuldade em sentir a posição dos pés), fraqueza muscular nos membros inferiores e alterações na sensibilidade protetora, que levam a deformidades nos pés e instabilidade, aumentando o risco de quedas.

A neuropatia diabética predomina nos membros inferiores?

Sim, a forma mais comum, a polineuropatia simétrica distal, classicamente afeta os membros inferiores de forma bilateral e simétrica, com uma distribuição em 'luva e bota', começando pelos pés e progredindo proximalmente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo