Neuropatia Diabética: Tipos, Sintomas e Prevalência

SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022

Enunciado

O diabetes melito (DM) está associado a vários tipos de polineuropatia. Assinale a alternativa FALSA sobre a neuropatia diabética.

Alternativas

  1. A) Polineuropatia diabética sensitiva e sensitivomotora simétrica distal a forma mais comum de neuropatia diabética e manifesta-se na forma de perda sensitiva que começa nos dedos dos pés e, com o tempo, progride gradualmente até as pernas e os dedos das mãos e braços. 
  2. B) A neuropatia autonômica pode manifestar-se na forma de sudorese anormal, disfunção da termorregulação, ressecamento dos olhos e da boca, anormalidades pupilares, arritmias cardíacas, hipotensão postural, anormalidades gastrointestinais (p. ex. gastroparesia, distensão pós-prandial, diarreia crônica ou constipação) e disfunção geniturinária (p. ex, impotência, ejaculação retrógrada e incontinência).
  3. C) A neuropatia radiculoplexal diabética é a primeira manifestação do DM em cerca de um terço dos pacientes. Nos casos típicos, os pacientes apresentam dor intensa na região lombar, no quadril e na coxa de um dos membros.
  4. D) As mononeuropatias mais comuns são a neuropatia do mediano no punho e a neuropatia ulnar no cotovelo, porém ocorrem também neuropatia fibular na cabeça da fibular e neuropatias isquiática, femoral lateral, cutânea ou craniana.
  5. E) O DM é uma causa rara de neuropatia periférica nos países desenvolvidos.

Pérola Clínica

Neuropatia diabética é complicação comum do DM, não rara.

Resumo-Chave

A neuropatia diabética é uma das complicações crônicas mais frequentes do diabetes mellitus, afetando até 50% dos pacientes com DM de longa data. É uma causa muito comum de neuropatia periférica, especialmente em países desenvolvidos, onde a prevalência de DM é alta.

Contexto Educacional

A neuropatia diabética é uma das complicações crônicas mais prevalentes e debilitantes do diabetes mellitus (DM), afetando uma parcela significativa dos pacientes, especialmente aqueles com doença de longa duração e controle glicêmico inadequado. Longe de ser rara, é a causa mais comum de neuropatia periférica em países desenvolvidos, onde a incidência de DM é elevada. Compreender seus diversos tipos e manifestações é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado. A fisiopatologia da neuropatia diabética é complexa, envolvendo múltiplos mecanismos como o estresse oxidativo, a via dos poliálcoois, a formação de produtos finais de glicação avançada (AGEs) e a disfunção microvascular, que levam a danos nos nervos periféricos. As manifestações clínicas variam desde a polineuropatia sensitiva e sensitivomotora simétrica distal, que causa perda de sensibilidade em 'luva e meia' e dor neuropática, até a neuropatia autonômica, que afeta múltiplos sistemas orgânicos, e mononeuropatias específicas como a do mediano ou ulnar. A neuropatia radiculoplexal diabética, embora menos comum, pode ser a primeira manifestação do DM em alguns pacientes. O manejo da neuropatia diabética foca no controle glicêmico rigoroso para prevenir a progressão da doença, no alívio sintomático da dor neuropática (com antidepressivos tricíclicos, gabapentina ou pregabalina) e no tratamento das disfunções autonômicas. Residentes e estudantes devem estar aptos a identificar os diferentes tipos de neuropatia diabética, realizar um exame neurológico completo e orientar os pacientes sobre a importância do controle metabólico e do cuidado com os pés para prevenir complicações graves como úlceras, infecções e amputações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de neuropatia diabética?

Os principais tipos incluem a polineuropatia sensitiva e sensitivomotora simétrica distal (a mais comum), neuropatia autonômica, mononeuropatias (como a do mediano ou ulnar) e neuropatia radiculoplexal diabética (amiotrofia diabética).

Como a neuropatia autonômica diabética se manifesta?

Pode manifestar-se com sudorese anormal, disfunção termorregulatória, hipotensão postural, gastroparesia, diarreia ou constipação, disfunção erétil, anormalidades pupilares e arritmias cardíacas, afetando múltiplos sistemas orgânicos.

Qual a importância do controle glicêmico na prevenção da neuropatia diabética?

O controle glicêmico rigoroso é a medida mais eficaz para prevenir o desenvolvimento e a progressão da neuropatia diabética, além de outras complicações microvasculares do diabetes, como retinopatia e nefropatia.

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