SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022
O diabetes melito (DM) está associado a vários tipos de polineuropatia. Assinale a alternativa FALSA sobre a neuropatia diabética.
Neuropatia diabética é complicação comum do DM, não rara.
A neuropatia diabética é uma das complicações crônicas mais frequentes do diabetes mellitus, afetando até 50% dos pacientes com DM de longa data. É uma causa muito comum de neuropatia periférica, especialmente em países desenvolvidos, onde a prevalência de DM é alta.
A neuropatia diabética é uma das complicações crônicas mais prevalentes e debilitantes do diabetes mellitus (DM), afetando uma parcela significativa dos pacientes, especialmente aqueles com doença de longa duração e controle glicêmico inadequado. Longe de ser rara, é a causa mais comum de neuropatia periférica em países desenvolvidos, onde a incidência de DM é elevada. Compreender seus diversos tipos e manifestações é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado. A fisiopatologia da neuropatia diabética é complexa, envolvendo múltiplos mecanismos como o estresse oxidativo, a via dos poliálcoois, a formação de produtos finais de glicação avançada (AGEs) e a disfunção microvascular, que levam a danos nos nervos periféricos. As manifestações clínicas variam desde a polineuropatia sensitiva e sensitivomotora simétrica distal, que causa perda de sensibilidade em 'luva e meia' e dor neuropática, até a neuropatia autonômica, que afeta múltiplos sistemas orgânicos, e mononeuropatias específicas como a do mediano ou ulnar. A neuropatia radiculoplexal diabética, embora menos comum, pode ser a primeira manifestação do DM em alguns pacientes. O manejo da neuropatia diabética foca no controle glicêmico rigoroso para prevenir a progressão da doença, no alívio sintomático da dor neuropática (com antidepressivos tricíclicos, gabapentina ou pregabalina) e no tratamento das disfunções autonômicas. Residentes e estudantes devem estar aptos a identificar os diferentes tipos de neuropatia diabética, realizar um exame neurológico completo e orientar os pacientes sobre a importância do controle metabólico e do cuidado com os pés para prevenir complicações graves como úlceras, infecções e amputações.
Os principais tipos incluem a polineuropatia sensitiva e sensitivomotora simétrica distal (a mais comum), neuropatia autonômica, mononeuropatias (como a do mediano ou ulnar) e neuropatia radiculoplexal diabética (amiotrofia diabética).
Pode manifestar-se com sudorese anormal, disfunção termorregulatória, hipotensão postural, gastroparesia, diarreia ou constipação, disfunção erétil, anormalidades pupilares e arritmias cardíacas, afetando múltiplos sistemas orgânicos.
O controle glicêmico rigoroso é a medida mais eficaz para prevenir o desenvolvimento e a progressão da neuropatia diabética, além de outras complicações microvasculares do diabetes, como retinopatia e nefropatia.
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