HOSP - Hospital de Olhos de São Paulo — Prova 2020
A prevenção das neuropatias diabéticas foca no controle glicêmico e nas modificações do estilo de vida. Indique o item errado:
Controle glicêmico rigoroso previne polineuropatia distal simétrica e autonômica em DM1/DM2, mas não tem impacto claro na neuropatia proximal assimétrica em DM2.
Enquanto o controle glicêmico otimizado é fundamental para prevenir ou retardar a polineuropatia distal simétrica e a neuropatia autonômica cardiovascular em ambos os tipos de diabetes, sua eficácia na prevenção ou progressão da neuropatia proximal assimétrica (amotrofia diabética) em DM tipo 2 não é claramente estabelecida.
A neuropatia diabética é uma complicação crônica comum e debilitante do diabetes mellitus, afetando nervos periféricos e autônomos. A prevenção foca primariamente no controle glicêmico rigoroso e nas modificações do estilo de vida, que incluem dieta saudável, exercícios físicos regulares e cessação do tabagismo. Otimizar o controle glicêmico precocemente é comprovadamente eficaz na prevenção ou retardo do desenvolvimento da polineuropatia distal simétrica e da neuropatia autonômica cardiovascular, tanto em pessoas com DM tipo 1 quanto em DM tipo 2. Isso é evidenciado por grandes estudos como o DCCT (Diabetes Control and Complications Trial) para DM1 e o UKPDS (United Kingdom Prospective Diabetes Study) para DM2. No entanto, a neuropatia proximal assimétrica (também conhecida como amotrofia diabética ou radiculoplexopatia diabética) em pessoas com DM tipo 2 tem uma fisiopatologia mais complexa, envolvendo fatores isquêmicos e inflamatórios, e seu curso pode ser autolimitado. A evidência de que o controle glicêmico otimizado previne ou retarda especificamente a progressão deste tipo de neuropatia não é tão robusta quanto para as outras formas, tornando a afirmação da alternativa B incorreta.
O principal fator modificável é o controle glicêmico rigoroso e precoce, especialmente em pacientes com diabetes tipo 1 e para a prevenção da polineuropatia distal simétrica e neuropatia autonômica cardiovascular.
Os tipos mais comuns são a polineuropatia distal simétrica (sensitivo-motora), a neuropatia autonômica (afetando sistemas cardiovascular, gastrointestinal, geniturinário) e as mononeuropatias ou radiculopatias, incluindo a neuropatia proximal assimétrica.
A neuropatia proximal assimétrica (também conhecida como amotrofia diabética) é frequentemente considerada uma mononeuropatia multifocal ou radiculoplexopatia, com um componente isquêmico e inflamatório mais proeminente. Seu curso pode ser autolimitado e o impacto do controle glicêmico na sua prevenção ou progressão não é tão bem estabelecido quanto para a polineuropatia distal simétrica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo