ENARE/ENAMED — Prova 2023
Sobre a neuromielite óptica, assinale a alternativa correta.
Neuromielite óptica (NMO) = Síndrome de Devic, caracterizada por neurite óptica e mielite transversa, frequentemente associada a anticorpos anti-aquaporina-4.
A neuromielite óptica (NMO), ou Síndrome de Devic, é uma doença autoimune inflamatória e desmielinizante do sistema nervoso central, distinta da esclerose múltipla. É caracterizada por ataques graves de neurite óptica e mielite transversa, muitas vezes com envolvimento de anticorpos anti-aquaporina-4.
A neuromielite óptica (NMO), também conhecida como Síndrome de Devic, é uma doença autoimune inflamatória e desmielinizante do sistema nervoso central, que afeta predominantemente os nervos ópticos e a medula espinhal. É uma condição rara, mas com potencial para causar deficiência grave e permanente, sendo um tópico importante na neurologia para residentes. A fisiopatologia da NMO envolve a produção de anticorpos contra a aquaporina-4 (AQP4), um canal de água expresso nos astrócitos. A ligação desses anticorpos à AQP4 leva a uma resposta inflamatória e dano aos astrócitos, oligodendrócitos e neurônios. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos (neurite óptica, mielite transversa, síndrome da área postrema), achados de neuroimagem e detecção de anticorpos anti-AQP4. O tratamento da NMO visa prevenir ataques agudos e reduzir a inflamação. Corticosteroides são usados para ataques agudos, e terapias imunossupressoras de longo prazo (como rituximabe, azatioprina, micofenolato mofetil) são empregadas para prevenir recorrências. É crucial diferenciar a NMO da esclerose múltipla, pois os tratamentos podem ser diferentes e alguns medicamentos para EM podem piorar a NMO.
As principais manifestações são ataques graves de neurite óptica (perda visual, dor ocular) e mielite transversa (fraqueza, perda sensorial, disfunção esfincteriana), que podem ser recorrentes e levar a deficiências significativas.
A presença de anticorpos anti-aquaporina-4 (anti-AQP4) é um biomarcador chave para o diagnóstico de NMO, sendo detectável em cerca de 70-80% dos pacientes e ajudando a diferenciar a NMO da esclerose múltipla.
A NMO geralmente causa lesões mais extensas na medula espinhal e nervos ópticos, com menor envolvimento cerebral. A presença de anti-AQP4 e a ausência de bandas oligoclonais no líquor (comuns na EM) são diferenciais importantes.
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