TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
Em quais situações clínicas específicas, na prática psiquiátrica, está indicada a realização de exames de neuroimagem (tomografia ou ressonância) na investigação de um transtorno psiquiátrico?
Neuroimagem em psiquiatria = 1º episódio psicótico, início atípico ou déficit neurológico.
Exames de imagem cerebral não são rotineiros em psiquiatria; reservam-se para excluir causas secundárias (tumores, AVC, desmielinização) em apresentações clínicas atípicas ou novas.
Na psiquiatria moderna, a neuroimagem estrutural (TC e RM) desempenha um papel fundamental no diagnóstico diferencial, visando identificar condições médicas gerais que se manifestam com sintomas comportamentais. As diretrizes internacionais recomendam a realização de imagem cerebral em situações específicas: pacientes com o primeiro episódio de psicose, quadros de demência em investigação, mudanças abruptas de personalidade em indivíduos acima de 50 anos, ou quando o exame neurológico revela anormalidades focais. O objetivo primordial é descartar 'mimetizadores' orgânicos, como neoplasias, hematomas subdurais crônicos, hidrocefalia de pressão normal ou doenças desmielinizantes. Embora a pesquisa utilize RM funcional e PET-scan para entender a fisiopatologia dos transtornos, esses métodos ainda não possuem aplicação clínica rotineira para diagnóstico ou escolha terapêutica individualizada.
O primeiro episódio psicótico exige a exclusão de patologias estruturais cerebrais (como tumores frontais ou temporais) que podem mimetizar transtornos do espectro da esquizofrenia. Embora a prevalência de achados clinicamente significativos seja baixa, a gravidade potencial de uma causa orgânica tratável justifica o rastreio inicial com imagem estrutural.
Atualmente, não existem biomarcadores de imagem validados para o diagnóstico clínico de depressão maior ou transtornos de ansiedade. O diagnóstico permanece clínico, baseado em critérios do DSM-5 ou CID-11. A imagem só é útil se houver suspeita de depressão secundária a lesão neurológica, como em idosos com início súbito de sintomas.
Sinais de alerta incluem: início súbito de sintomas psiquiátricos em idosos, flutuação do nível de consciência (delirium), déficits neurológicos focais ao exame físico, incontinência urinária precoce, declínio cognitivo rápido ou resistência atípica ao tratamento convencional em pacientes previamente estáveis.
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