UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
A amamentação com o leite materno é importante fator que confere ao recém-nascido proteção contra patógenos entéricos, é fonte de carboidratos, gorduras e proteínas essenciais ao seu adequado desenvolvimento. A lactante produz em média 600 ml de leite por dia sob estímulo de um complexo mecanismo neuroendocrinológico. Assinale a alternativa que demonstra as oscilações corretas nesse mecanismo.
Lactação: ↓ Progesterona/Estrogênio pós-parto → ↑ Prolactina → produção de leite e α-lactalbumina.
Após o parto, a queda abrupta dos níveis de progesterona e estrogênio remove a inibição sobre a prolactina, permitindo que este hormônio atue na glândula mamária para a síntese de leite. A prolactina estimula a produção de componentes do leite, como a α-lactalbumina, essencial para a lactose sintase.
A amamentação é um processo fisiológico complexo, regulado por um intrincado mecanismo neuroendocrinológico que garante a produção e ejeção do leite materno. Durante a gestação, os altos níveis de estrogênio e progesterona preparam as glândulas mamárias para a lactação, promovendo o desenvolvimento ductolobular. No entanto, esses mesmos hormônios exercem um efeito inibitório sobre a ação da prolactina, impedindo a produção abundante de leite. Após o parto, a expulsão da placenta resulta em uma queda abrupta dos níveis de progesterona e estrogênio. Essa redução é o gatilho fundamental que remove a inibição sobre a prolactina, permitindo que este hormônio, cujos níveis já estavam elevados durante a gestação, atue plenamente nas células alveolares da mama. A prolactina estimula a síntese de proteínas do leite, como a α-lactalbumina, que é um componente essencial da lactose sintase, enzima responsável pela produção de lactose, o principal carboidrato do leite materno. Além da prolactina para a produção, a ocitocina é vital para a ejeção do leite. A sucção do recém-nascido estimula terminações nervosas no mamilo, que enviam sinais ao hipotálamo, liberando ocitocina pela neuro-hipófise. A ocitocina causa a contração das células mioepiteliais ao redor dos alvéolos, impulsionando o leite para os ductos e, consequentemente, para o bebê. Compreender essas oscilações hormonais é crucial para o manejo clínico da lactação e para o suporte adequado às lactantes.
Os principais hormônios são a prolactina, responsável pela produção do leite (lactogênese), e a ocitocina, responsável pela ejeção do leite (reflexo de ejeção). A sucção do bebê é o estímulo chave para a liberação de ambos os hormônios.
Durante a gestação, altos níveis de progesterona e estrogênio preparam a mama para a lactação, mas inibem a ação da prolactina na produção de leite. Após o parto, a queda abrupta desses hormônios remove essa inibição, permitindo que a prolactina atue plenamente na síntese do leite.
A α-lactalbumina é uma proteína essencial que, em conjunto com a galactosiltransferase, forma a lactose sintase. Esta enzima é crucial para a síntese de lactose, o principal carboidrato do leite materno, que contribui significativamente para o volume e a osmolaridade do leite.
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