UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
Paciente 32 anos, transplantado renal, em uso de terapia imunossupressora, iniciou há 15 dias com cefaleia holocraniana, pulsátil, turvação visual, náuseas e vômitos, nega febre. Ao exame clínico, apresentava confusão mental, edema de papila a fundoscopia, rigidez de nuca, paralisa de sexto nervo a esquerda. A ressonância magnética do crânio mostrou lesões pseudocísticas em núcleos da base. Análise do líquor: lâmina corada com tinta da China positiva. Quanto a neurocriptococose, assinale a alternativa INCORRETA:
Neurocriptococose em imunossuprimido: HIC é comum, mas PL seriada é tratamento inicial para ↓ PIC, não contraindicada. Anfotericina B é indução.
A neurocriptococose em imunossuprimidos frequentemente cursa com hipertensão intracraniana. A punção lombar seriada é uma medida terapêutica importante para reduzir a pressão intracraniana e não está contraindicada, a menos que haja risco iminente de herniação. A anfotericina B é a droga de escolha na fase de indução.
A neurocriptococose, causada pelo fungo encapsulado Cryptococcus neoformans, é uma infecção oportunista grave, particularmente prevalente em pacientes imunossuprimidos, como aqueles submetidos a transplante de órgãos sólidos e em uso de terapia imunossupressora. A doença geralmente se manifesta como meningoencefalite subaguda ou crônica, e a identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir sequelas neurológicas e mortalidade. A apresentação clínica é variada, mas a cefaleia, febre baixa, náuseas, vômitos e alterações do estado mental são comuns. Um achado frequente e de grande importância é a hipertensão intracraniana (HIC), que ocorre em mais de 50% dos casos e pode levar a edema de papila, perda visual e paralisias de nervos cranianos. O diagnóstico é confirmado pela análise do líquor, que tipicamente mostra pleocitose linfocítica, proteinorraquia elevada, glicorraquia baixa e, classicamente, a presença de leveduras encapsuladas na coloração com tinta da China. O manejo da neurocriptococose em imunossuprimidos é complexo. A hipertensão intracraniana é uma complicação séria e seu manejo é fundamental. Ao contrário de outras causas de HIC, a punção lombar seriada para drenagem de líquor é uma medida terapêutica essencial e não está contraindicada, a menos que haja sinais de herniação iminente. A fase de indução do tratamento antifúngico é realizada com anfotericina B (preferencialmente lipossomal) em combinação com flucitosina, seguida por uma fase de consolidação e manutenção com fluconazol. Residentes devem estar cientes da gravidade da condição e da importância do manejo agressivo da HIC para otimizar o prognóstico.
A neurocriptococose manifesta-se com cefaleia, febre, náuseas, vômitos, confusão mental, rigidez de nuca e edema de papila. O diagnóstico é confirmado pela análise do líquor, com pesquisa de Cryptococcus por tinta da China positiva e/ou cultura.
A hipertensão intracraniana na neurocriptococose é manejada inicialmente com punções lombares seriadas para drenagem de líquor e redução da pressão. Em casos refratários ou com hidrocefalia, pode ser necessária a derivação ventricular externa ou ventrículo-peritoneal.
A fase de indução do tratamento da neurocriptococose, especialmente em pacientes imunossuprimidos, é realizada com anfotericina B lipossomal em combinação com flucitosina. A fase de consolidação e manutenção geralmente utiliza fluconazol.
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