FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
Paciente feminina com 20 anos de idade e história de crises convulsivas frequentes nos últimos dois meses. É submetida à tomografia computadorizada do crânio que demonstra múltiplas microcalcificações difusas pelo parênquima cerebral, sem outras alterações. O diagnóstico mais provável é:
Crises convulsivas + microcalcificações cerebrais difusas na TC → Neurocisticercose.
A neurocisticercose é a parasitose mais comum do sistema nervoso central e uma causa frequente de epilepsia secundária em regiões endêmicas. As microcalcificações na TC são resquícios de cistos parasitários já calcificados.
A neurocisticercose é uma infecção parasitária do sistema nervoso central causada pelas larvas da Taenia solium. É a parasitose mais comum do SNC e uma causa importante de morbidade neurológica, especialmente em regiões endêmicas, sendo a principal causa de epilepsia adquirida em adultos. O diagnóstico é baseado na história clínica (crises convulsivas, cefaleia), exames de imagem como TC ou RM do crânio, que podem revelar cistos em diferentes estágios de desenvolvimento (vesicular, coloidal, granular, calcificado) e, por vezes, exames sorológicos. As microcalcificações difusas são um achado comum de cistos já resolvidos. O tratamento é individualizado, considerando o número, localização e viabilidade dos cistos. Inclui drogas antiparasitárias (albendazol, praziquantel) para cistos viáveis, corticosteroides para controlar a inflamação e anticonvulsivantes para as crises. Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária.
A neurocisticercose é a principal causa de epilepsia adquirida em muitas regiões do mundo. As crises convulsivas ocorrem devido à irritação cortical causada pelos cistos viáveis, degenerados ou pelas cicatrizes calcificadas.
Na tomografia, a neurocisticercose pode apresentar cistos vesiculares, cistos coloidais, nódulos granulares, lesões calcificadas (microcalcificações difusas) e edema perilesional, dependendo do estágio da doença.
O tratamento depende do estágio e localização dos cistos. Pode incluir antiparasitários (albendazol, praziquantel), corticosteroides para reduzir inflamação e anticonvulsivantes para controlar as crises.
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