SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
Uma menina de três anos apresenta edema bipalpebral, quemose. É submetida a exame de tomografia computadorizada, cujo resultado é compatível com metástase craniana. Neste caso, qual é a neoplasia primária mais provável?
Neuroblastoma em crianças: metástase orbital (edema bipalpebral, quemose) é achado comum.
O neuroblastoma é o tumor sólido extracraniano mais comum na infância e pode apresentar metástases ósseas, incluindo as da órbita, que se manifestam clinicamente como edema bipalpebral e quemose, por vezes com proptose.
O neuroblastoma é o tumor sólido extracraniano mais comum em crianças, originando-se das células da crista neural. Sua apresentação clínica é variada, dependendo da localização do tumor primário e da presença de metástases. É crucial para residentes reconhecer suas manifestações atípicas, que podem simular outras condições. A metástase orbital é uma forma comum de apresentação do neuroblastoma, especialmente em crianças pequenas. Manifesta-se com edema bipalpebral, quemose e equimoses periorbitárias (olhos de guaxinim), que podem ser confundidas com trauma ou infecção. A tomografia computadorizada é fundamental para identificar as lesões ósseas e a massa retro-ocular, direcionando a investigação. O diagnóstico precoce do neuroblastoma é vital para o prognóstico. O tratamento envolve cirurgia, quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, transplante de medula óssea. A suspeita clínica em casos de proptose ou edema periorbitário inexplicado em crianças é um ponto chave para a prática clínica e para a preparação para provas de residência.
Os sinais incluem edema bipalpebral, quemose (edema da conjuntiva) e, por vezes, proptose (exoftalmia), que podem ser unilaterais ou bilaterais, frequentemente acompanhados de equimoses periorbitárias.
O neuroblastoma é o tumor sólido extracraniano mais comum na infância e tem alta propensão a metástases ósseas, incluindo as do crânio e órbita, mesmo em fases iniciais da doença.
A presença de massa retro-ocular, lesões ósseas na tomografia computadorizada e a idade da criança (geralmente <5 anos) são pistas importantes. A biópsia é confirmatória para o diagnóstico.
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