Neurobiologia do Consumo de Álcool na Adolescência

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Leia as informações do texto a seguir. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, 2019 (PeNSE) revelou que a experimentação de bebidas alcóolicas por adolescentes entre 13 e 17 anos foi de 63,3%, e entre os de 16 e 17 anos foi de 76.8%. Apurou que 34,6% haviam tomado a primeira dose de bebida alcoólica com menos de 14 anos. Esta exposição precoce ao álcool é um fator agravante para a saúde. Fato mais preocupante é a constatação de que 9,7% dos escolares de 13 a 17 anos relataram consumo excessivo do álcool, o que pode provocar intoxicação, violência, acidentes, comportamento sexual de risco, doenças crônicas e futura dependência alcoólica, entre outros problemas de saúde agudos e crônicos. Por isso, é considerado um problema de saúde pública, que necessita de prevenção. Fonte: IBGE. Pesquisa nacional de saúde do escolar, 2019. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Rio de Janeiro. 2021. No contexto das informações apresentadas no texto, sabe-se que, nesta faixa etária:

Alternativas

  1. A) O "binge drinking", é o termo empregado para definir o "uso pesado contínuo do álcool", que é um tipo de beber mais perigoso e frequentemente associado a uma série de problemas, físicos, sociais e mentais.
  2. B) O consumo abusivo da droga referida, segundo o Ministério da Saúde do Brasil, é de 6 ou mais doses para os homens e de 5 ou mais doses para as mulheres, em uma mesma ocasião.
  3. C) No estágio motivacional de contemplação, o jovem acha que não tem problema e que não tem planos de mudar por achar que seu consumo de drogas não lhe faz mal e está sob controle.
  4. D) Um dos fatores de risco do consumo excessivo da droga referida no texto é o desbalanço entre o sistema límbico e a área pré-frontal, ou seja, as emoções e os impulsos de prazer ficam sem o controle cognitivo adequado.

Pérola Clínica

Adolescência: Sistema límbico (emoção) > Córtex pré-frontal (controle) → ↑ Vulnerabilidade ao álcool.

Resumo-Chave

O cérebro adolescente apresenta maturação tardia do córtex pré-frontal em relação ao sistema límbico, resultando em maior impulsividade e risco elevado para abuso de substâncias.

Contexto Educacional

A adolescência é uma janela de vulnerabilidade neurobiológica crítica. O desenvolvimento cerebral ocorre de forma assíncrona, onde as áreas subcorticais ligadas ao prazer e recompensa são hiperativas, enquanto as áreas corticais de planejamento e controle ainda estão em desenvolvimento. Este desbalanço fisiológico explica a propensão ao consumo de substâncias psicoativas. Intervenções de saúde pública devem focar na redução da disponibilidade e na proteção do ambiente escolar, considerando que a exposição precoce ao álcool altera a trajetória de desenvolvimento do sistema nervoso central.

Perguntas Frequentes

O que é Binge Drinking?

O binge drinking, ou beber em binge, é definido como o consumo de grandes quantidades de álcool em um curto período (geralmente 5 ou mais doses para homens e 4 ou mais para mulheres em cerca de 2 horas), visando a embriaguez rápida.

Por que adolescentes são mais vulneráveis ao álcool?

Devido ao desequilíbrio maturacional: o sistema límbico (centro de recompensa e emoção) amadurece antes do córtex pré-frontal (centro de controle executivo e freio inibitório), favorecendo comportamentos impulsivos e de risco.

O que diz a PeNSE 2019 sobre o álcool?

A pesquisa revelou alta prevalência de experimentação precoce (63,3% entre 13-17 anos) e consumo excessivo, alertando para riscos imediatos como acidentes e violência, além de dependência futura.

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