Neuroanatomia Pupilar: Vias Simpática e Parassimpática

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

Com relação à função pupilar é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A via eferente parassimpática é constituída por quatro cadeias de neurônios
  2. B) A via eferente simpática tem participação do gânglio ciliar
  3. C) A via eferente parassimpática tem participação do nervo oculomotor
  4. D) A via eferente simpática é responsável pela constrição pupilar

Pérola Clínica

Parassimpático (Miose) → III par → Gânglio Ciliar. Simpático (Midríase) → Cadeia de 3 neurônios.

Resumo-Chave

A via eferente parassimpática é responsável pela miose e utiliza o nervo oculomotor (III par) para levar fibras do núcleo de Edinger-Westphal até o gânglio ciliar.

Contexto Educacional

O controle do diâmetro pupilar é um equilíbrio dinâmico entre os sistemas autonômicos. O sistema parassimpático é o efetor do reflexo fotomotor, garantindo a constrição pupilar (miose) em resposta à luz para proteger a retina e melhorar a profundidade de foco. O sistema simpático atua na resposta de 'luta ou fuga', promovendo a midríase. Anormalidades nessas vias são essenciais para o diagnóstico diferencial em neurologia e oftalmologia. Por exemplo, uma paralisia do III par com envolvimento pupilar sugere compressão extrínseca (como um aneurisma da artéria comunicante posterior), enquanto a Síndrome de Horner reflete uma interrupção da via simpática.

Perguntas Frequentes

Qual o trajeto da via eferente parassimpática pupilar?

A via começa no núcleo de Edinger-Westphal (mesencéfalo), segue junto ao nervo oculomotor (III par), faz sinapse no gânglio ciliar (na órbita) e termina nos nervos ciliares curtos que inervam o músculo esfíncter da pupila, promovendo a miose.

Como funciona a via eferente simpática ocular?

É uma cadeia de três neurônios: o 1º vai do hipotálamo ao centro ciliospinhal de Budge (T1-T2); o 2º vai até o gânglio cervical superior; o 3º segue a artéria carótida interna e o nervo oftálmico até o músculo dilatador da pupila. Não faz sinapse no gânglio ciliar.

Qual a importância clínica do gânglio ciliar?

O gânglio ciliar é o local de sinapse das fibras parassimpáticas pré-ganglionares. Lesões neste gânglio ou nos nervos ciliares curtos podem causar a Pupila de Adie, caracterizada por uma pupila tônica que responde mal à luz, mas reage à acomodação.

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