Neurite Vestibular: Diagnóstico e Sinais Chave

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020

Enunciado

Homem de 42 anos apresenta vertigem intensa de início súbito. Nega hipoacusia, zumbido ou plenitude aural. AP: ausência de comorbidades. Exame físico: PA 120 x 80 mmHg, taquicardia leve, sudorese, palidez cutâneo-mucosa, nistagmo espontâneo horizontal para direita, que aumenta de velocidade ao olhar para direita e reduz com a fixação ocular; demais pares de nervos cranianos e provas cerebelares normais. A hipótese diagnóstica é

Alternativas

  1. A) síndrome de Meniére.
  2. B) neurite vestibular.
  3. C) vertigem posicional paroxística benigna.
  4. D) labirintite.

Pérola Clínica

Vertigem súbita, intensa, sem sintomas auditivos + nistagmo periférico = Neurite Vestibular.

Resumo-Chave

A neurite vestibular é uma causa comum de vertigem aguda periférica, caracterizada por vertigem súbita e intensa, náuseas e vômitos, sem perda auditiva ou zumbido. O nistagmo é unidirecional, horizontal ou rotatório, com fase rápida para o lado não afetado, e é suprimido pela fixação ocular.

Contexto Educacional

A neurite vestibular é uma inflamação do nervo vestibular, geralmente de etiologia viral, que causa uma disfunção aguda do sistema vestibular periférico. É uma das causas mais comuns de vertigem súbita e intensa, sendo importante o reconhecimento precoce para o manejo adequado e para tranquilizar o paciente sobre a natureza benigna da condição, na maioria dos casos. A ausência de sintomas auditivos é um ponto-chave para o diagnóstico diferencial com outras vestibulopatias periféricas, como a Doença de Meniére ou a labirintite. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e no exame físico. A presença de nistagmo espontâneo unidirecional, que aumenta com o olhar para o lado da fase rápida e diminui com a fixação ocular, é um achado característico. A pesquisa de outros sinais neurológicos é fundamental para excluir causas centrais de vertigem, que podem ser mais graves. Testes como o impulso cefálico (Head Impulse Test) podem auxiliar na confirmação da disfunção vestibular periférica. O tratamento visa aliviar os sintomas agudos e promover a recuperação funcional. Supressores vestibulares e antieméticos são usados na fase inicial, mas devem ser descontinuados precocemente para não atrasar a compensação central. A reabilitação vestibular, com exercícios específicos, é crucial para acelerar a recuperação e reduzir o risco de vertigem residual ou desequilíbrio crônico. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria dos pacientes recuperando-se completamente em semanas a meses.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da neurite vestibular?

A neurite vestibular manifesta-se com vertigem súbita e intensa, náuseas, vômitos e desequilíbrio. É crucial a ausência de sintomas auditivos como hipoacusia ou zumbido, que a diferenciam de outras vestibulopatias.

Como diferenciar neurite vestibular de vertigem central?

A neurite vestibular é uma causa periférica de vertigem. A diferenciação é feita pelo exame físico: nistagmo unidirecional suprimido pela fixação ocular e ausência de outros sinais neurológicos focais sugerem causa periférica, enquanto nistagmo bidirecional, vertical ou sem supressão pela fixação, e outros déficits, apontam para vertigem central.

Qual o tratamento inicial para neurite vestibular?

O tratamento inicial foca no controle sintomático com antieméticos e supressores vestibulares (ex: dimenidrinato, meclizina) por um curto período. A reabilitação vestibular é fundamental para a recuperação a longo prazo, ajudando o cérebro a compensar a disfunção.

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