IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023
A causa mais frequente de neurite ótica retrobulbar em uma mulher de 31 anos de idade é
Neurite óptica retrobulbar em mulher jovem → alta suspeita de doença desmielinizante (Esclerose Múltipla).
A neurite óptica retrobulbar é uma inflamação do nervo óptico que causa perda visual aguda e dor ocular. Em mulheres jovens, a causa mais comum é a desmielinização, sendo frequentemente a primeira manifestação da Esclerose Múltipla, uma doença autoimune do sistema nervoso central.
A neurite óptica retrobulbar é uma condição inflamatória que afeta a porção do nervo óptico localizada atrás do globo ocular, resultando em perda visual aguda e dor ocular. Embora possa ter diversas etiologias, sua ocorrência em mulheres jovens (geralmente entre 20 e 40 anos) é um forte indicativo de doença desmielinizante. A Esclerose Múltipla (EM) é a causa desmielinizante mais frequente de neurite óptica retrobulbar. A neurite óptica pode ser a manifestação inicial da EM em uma parcela significativa dos pacientes, alertando para a necessidade de investigação neurológica aprofundada, incluindo ressonância magnética do encéfalo e medula espinhal, para identificar outras lesões desmielinizantes. O diagnóstico precoce e a compreensão da etiologia são cruciais para o manejo adequado. Embora o tratamento com corticosteroides possa acelerar a recuperação visual, o foco principal, especialmente em casos desmielinizantes, é o acompanhamento neurológico para o manejo da doença de base e a prevenção de futuras exacerbações.
Os sintomas incluem perda visual aguda (geralmente unilateral), dor ocular que piora com o movimento dos olhos, discromatopsia (dificuldade em distinguir cores) e, por vezes, escotomas centrais. O exame de fundo de olho pode ser normal inicialmente.
A neurite óptica é uma manifestação comum da Esclerose Múltipla (EM), sendo o primeiro sintoma em até 20% dos casos. A EM é uma doença desmielinizante que afeta o sistema nervoso central, incluindo o nervo óptico, causando inflamação e danos à mielina.
O tratamento inicial geralmente envolve pulsoterapia com corticosteroides intravenosos (como metilprednisolona) para acelerar a recuperação visual, embora não altere o resultado visual final a longo prazo. A investigação da causa subjacente é fundamental para o manejo adequado.
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