CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2019
Mulher jovem com quadro de perda visual unilateral ao longo de três dias foi submetida exame de ressonância nuclear magnética de órbita e crânio com resultado mostrado nas figuras A e B, respectivamente. Considerando o diagnóstico mais provável, é correto afirmar:
Neurite Óptica + RM sugestiva → Líquor com leve ↑ celularidade/proteína = Alta suspeita de Esclerose Múltipla.
A neurite óptica é frequentemente a manifestação inicial da Esclerose Múltipla; alterações liquóricas leves e bandas oligoclonais corroboram o diagnóstico inflamatório desmielinizante.
A neurite óptica idiopática ou associada à EM apresenta-se tipicamente com dor à movimentação ocular e perda visual subaguda unilateral. A RM de crânio e órbitas com contraste é fundamental para avaliar lesões desmielinizantes ativas ou antigas, auxiliando na estratificação do risco de conversão para Esclerose Múltipla clinicamente definida conforme os critérios de McDonald.
Observa-se frequentemente uma leve pleocitose linfocitária (geralmente < 50 células) e aumento discreto de proteínas. O achado mais específico é a presença de bandas oligoclonais de IgG no líquor que não estão presentes no soro.
O tratamento de escolha é a pulsoterapia com metilprednisolona endovenosa (1g/dia por 3 a 5 dias), que acelera a recuperação visual, embora não mude o prognóstico visual final a longo prazo.
Não. A forma mais comum em adultos é a neurite retrobulbar (2/3 dos casos), onde o disco óptico apresenta aparência normal na fundoscopia inicial, apesar da perda visual severa.
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