Neurite Óptica e Esclerose Múltipla: Diagnóstico e Relação

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

Com relação a neurite óptica secundária à doença desmielinizante, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Predomina em homens jovens
  2. B) Os defeitos de campo visual acometem preferencialmente a periferia
  3. C) É a primeira manifestação desmielinizante da esclerose múltipla em cerca de 15 a 20% dos casos
  4. D) A tomografia computadorizada de crânio é o método de escolha para detecção de focos ou placas de desmielinização ao redor da substância branca periventricular

Pérola Clínica

Neurite óptica = dor à movimentação ocular + escotoma central + 1ª manifestação de EM em ~20% dos casos.

Resumo-Chave

A neurite óptica é frequentemente a manifestação inicial da Esclerose Múltipla. Caracteriza-se por perda visual subaguda, discromatopsia e dor retro-orbitária que piora com o movimento ocular.

Contexto Educacional

A neurite óptica desmielinizante tipicamente afeta adultos jovens, com predomínio feminino. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de perda visual, dor ocular e defeito pupilar aferente relativo (pupila de Marcus Gunn). O tratamento com pulsoterapia de metilprednisolona acelera a recuperação visual, embora não altere o prognóstico visual final a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre neurite óptica e Esclerose Múltipla (EM)?

A neurite óptica é a manifestação inicial da Esclerose Múltipla em cerca de 15% a 20% dos pacientes. Ao longo da vida, aproximadamente 50% dos pacientes com EM apresentarão ao menos um episódio de neurite óptica. A presença de lesões desmielinizantes na RM de crânio no momento da neurite é o maior preditor de conversão para EM.

Quais são os achados típicos no campo visual?

O defeito de campo visual mais característico na neurite óptica é o escotoma central ou centrocecal, refletindo o acometimento das fibras do feixe papilomacular. No entanto, qualquer tipo de defeito de campo pode ocorrer na fase aguda.

Por que a RM é preferível à TC neste contexto?

A Tomografia Computadorizada tem baixa sensibilidade para detectar placas de desmielinização na substância branca, especialmente na fossa posterior e nervo óptico. A Ressonância Magnética, particularmente nas sequências T2/FLAIR e com contraste (gadolínio), é o padrão-ouro para identificar focos ativos e crônicos de desmielinização.

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