CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Sobre neurite óptica, podemos afirmar que:
Neurite óptica unilateral → Defeito Pupilar Aferente Relativo (Marcus-Gunn) presente no olho afetado.
A neurite óptica é uma inflamação do nervo óptico, frequentemente associada à esclerose múltipla, caracterizada por perda visual súbita, dor à movimentação ocular e presença de defeito pupilar aferente relativo em casos unilaterais.
A neurite óptica é uma condição inflamatória que afeta o nervo óptico, resultando em perda de acuidade visual, discromatopsia (alteração na visão de cores) e dor orbitária que piora com o movimento dos olhos. É classificada em papilite, quando há edema do disco óptico, ou retrobulbar, quando o disco tem aparência normal. O diagnóstico é eminentemente clínico, mas a RM de órbitas e crânio é fundamental para avaliar o risco de esclerose múltipla. O tratamento padrão envolve a pulsoterapia com metilprednisolona intravenosa para acelerar a recuperação visual, embora o prognóstico final de acuidade visual a longo prazo geralmente seja bom, mesmo sem tratamento, na forma idiopática. O uso de corticoides orais isolados em doses baixas é contraindicado, pois o estudo ONTT demonstrou que isso aumenta a taxa de recorrência da neurite.
O DPAR, ou pupila de Marcus-Gunn, ocorre quando a resposta pupilar à luz é menor no olho afetado do que no olho saudável devido a uma lesão no nervo óptico ou retina extensa. Ao realizar o teste da lanterna alternada, a pupila do olho doente parece se dilatar (ou contrair menos) quando a luz é movida do olho sadio para o afetado, indicando uma falha na condução do estímulo aferente.
A neurite óptica é frequentemente a manifestação inicial da esclerose múltipla (EM) em cerca de 20% dos pacientes e ocorrerá em até 50% dos pacientes com EM ao longo da vida. A presença de lesões desmielinizantes na ressonância magnética de crânio no momento da neurite óptica é o preditor mais forte para o desenvolvimento futuro de EM sistêmica.
A papilite é a inflamação da cabeça do nervo óptico visível à fundoscopia como edema de disco, sendo mais comum em crianças. A neurite retrobulbar ocorre atrás do globo ocular, mantendo o aspecto do disco óptico normal na fase aguda ('o médico não vê nada e o paciente não vê nada'), sendo a forma mais comum em adultos e associada à esclerose múltipla.
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