SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2021
Mulher de 42 anos queixa-se de paroxismos de dor em região mandibular e maxilar esquerda, de curta duração e forte intensidade, com início e término súbitos. Chega a ter mais de 10 episódios por dia, frequentemente concomitantes à escovação de dentes ou mastigação.O tratamento mais adequado é:
Dor facial paroxística, lancinante, em território trigeminal, desencadeada por estímulos leves → Neuralgia do trigêmeo, tratar com Carbamazepina.
A neuralgia do trigêmeo é caracterizada por episódios súbitos e intensos de dor facial, frequentemente desencadeados por estímulos banais como escovar os dentes ou mastigar. A carbamazepina é a medicação de primeira linha para o tratamento.
A neuralgia do trigêmeo é uma síndrome de dor neuropática crônica caracterizada por episódios súbitos, intensos e lancinantes de dor facial, geralmente unilateral, que afeta o território de uma ou mais divisões do nervo trigêmeo. É mais comum em mulheres acima dos 50 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade. A dor é frequentemente descrita como um choque elétrico e pode ser desencadeada por estímulos táteis leves. A fisiopatologia envolve a compressão do nervo trigêmeo por um vaso sanguíneo (geralmente uma artéria), levando à desmielinização e hiperexcitabilidade neuronal. O diagnóstico é clínico, baseado na história detalhada dos sintomas. É fundamental diferenciar de outras causas de dor facial, como problemas dentários, disfunção da articulação temporomandibular ou outras neuropatias. O tratamento de primeira linha é medicamentoso, com a carbamazepina sendo o fármaco mais eficaz. Outras opções incluem oxcarbazepina, gabapentina ou pregabalina. Em casos refratários à terapia medicamentosa, podem ser consideradas opções cirúrgicas, como a descompressão microvascular ou procedimentos ablativos.
Os sintomas incluem paroxismos de dor facial lancinante, de curta duração e forte intensidade, geralmente unilateral, em uma ou mais divisões do nervo trigêmeo, frequentemente descrita como choque elétrico.
A carbamazepina é o tratamento medicamentoso de primeira linha, com boa eficácia no controle da dor. Outras opções incluem oxcarbazepina e, em casos refratários, procedimentos cirúrgicos.
Estímulos leves como tocar o rosto, escovar os dentes, mastigar, falar, barbear-se ou até mesmo uma brisa podem desencadear os paroxismos de dor, caracterizando os 'pontos gatilho'.
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