HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Mulher, 62 anos, com hipertensão arterial sistémica, diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crónica estágio IV, vem à consulta na unidade de saúde referindo dor abaixo da mama esquerda. Há 6 meses, teve lesões vesiculares e posteriormente ulceradas na região, com dor intensa. Mesmo com o desaparecimento das lesões, a dor permaneceu. Vem em uso de: losartana, insulina NPH, dipirona e paracetamol. Exame físico sem particularidades. Considerando a principal hipótese diagnóstica, a prescrição de _______________é a melhor escolha terapêutica __________________ necessidade de ajuste para função renal. As informações que completam corretamente as lacunas, na ordem em que se encontram, estão contidas na alternativa:
Neuralgia pós-herpética: Gabapentina é eficaz, mas exige ajuste de dose em doença renal crônica.
A neuralgia pós-herpética é uma dor neuropática crônica comum após herpes zoster. Gabapentina e pregabalina são tratamentos de primeira linha, mas exigem ajuste de dose em pacientes com doença renal crônica devido à sua eliminação renal, prevenindo toxicidade e efeitos adversos.
A neuralgia pós-herpética (NPH) é uma complicação crônica e debilitante do herpes zoster, caracterizada por dor neuropática persistente por mais de três meses após a cicatrização das lesões cutâneas. A dor pode ser intensa, em queimação, choque, pontada ou alodínica, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes, especialmente idosos e imunocomprometidos. O diagnóstico é clínico, baseado na história de herpes zoster prévio e nas características da dor. O tratamento da NPH visa o alívio da dor e a melhora funcional. As opções de primeira linha incluem anticonvulsivantes como gabapentina e pregabalina, antidepressivos tricíclicos (ex: amitriptilina) e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ex: duloxetina). A escolha do fármaco deve considerar as comorbidades do paciente e o perfil de efeitos adversos. É crucial atentar para o ajuste de dose em pacientes com doença renal crônica (DRC). Fármacos como a gabapentina são eliminados predominantemente por via renal. A falha em ajustar a dose conforme a taxa de filtração glomerular pode levar ao acúmulo do medicamento, resultando em toxicidade, como sedação excessiva, tontura e ataxia. Portanto, a avaliação da função renal é um passo indispensável no manejo desses pacientes.
A neuralgia pós-herpética é caracterizada por dor persistente e intensa na área afetada pelo herpes zoster, mesmo após a cicatrização das lesões cutâneas. A dor pode ser em queimação, choque, pontada ou alodinia (dor a estímulos não dolorosos).
Para neuralgia pós-herpética, medicamentos como gabapentina, pregabalina, antidepressivos tricíclicos (ex: amitriptilina) e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ex: duloxetina) são opções de primeira linha. A escolha depende das comorbidades e perfil de efeitos adversos do paciente.
A gabapentina é eliminada quase que exclusivamente pelos rins. Em pacientes com doença renal crônica, a depuração do fármaco está reduzida, exigindo ajuste da dose para evitar acúmulo e efeitos adversos como sedação, tontura e ataxia, que podem ser graves.
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