UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Mulher, 45 anos, vai ao consultório do cirurgião, 40 dias após a realização de herniorrafia inguinal. Na consulta, refere dor na região onde o procedimento cirúrgico foi realizado, com extensão até a raiz da coxa. Pode-se afirmar que a principal hipótese diagnostica e a conduta mais adequada, neste momento, são:
Dor < 3 meses pós-herniorrafia → Neuralgia transitória → Conduta: Observação + Analgesia.
A dor neuropática precoce após herniorrafia inguinal costuma ser inflamatória ou por compressão temporária; a conduta inicial é conservadora antes de considerar reintervenção.
A dor crônica é uma das complicações mais comuns e limitantes após a correção de hérnias inguinais, superando as taxas de recidiva com o uso de telas. No período pós-operatório imediato e mediato (até 90 dias), a neuralgia é frequentemente transitória, decorrente de edema, manipulação nervosa ou reação inflamatória à tela. O diagnóstico é clínico, baseado na topografia da dor seguindo os dermátomos dos nervos inguinais. O manejo deve ser escalonado, iniciando sempre com medidas conservadoras. A exploração cirúrgica com neurectomia é uma medida de exceção para casos crônicos e debilitantes.
Os principais nervos em risco são o ilio-hipogástrico, o ilioinguinal e o ramo genital do nervo genitofemoral. A lesão ou compressão destes nervos resulta em dor ou parestesia na região inguinal, escroto/grandes lábios e face medial da coxa.
A dor é definida como crônica quando persiste por mais de 3 meses após o procedimento cirúrgico. Antes desse período, a dor é frequentemente atribuída ao processo inflamatório agudo e cicatrização inicial.
A conduta inicial é conservadora, baseada em observação, uso de analgésicos comuns, anti-inflamatórios e, se necessário, neuromoduladores (como gabapentina ou pregabalina). A reintervenção cirúrgica é reservada para casos refratários após meses de tratamento clínico.
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