HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
A abordagem da mulher com dor pélvica crônica e dispareunia é desafiadora e envolve análise detalhada de sistemas como geniturinário, muscular e nervoso. O exame do canal de Alcock visa avaliar o(a):
Canal de Alcock → compressão do nervo pudendo → dor pélvica crônica e dispareunia.
O canal de Alcock é uma estrutura anatômica que pode comprimir o nervo pudendo, levando a dor pélvica crônica, dispareunia e outras disfunções. A avaliação desse canal é crucial na investigação de neuralgias do pudendo.
A dor pélvica crônica é uma condição debilitante que afeta milhões de mulheres, com etiologia multifatorial. A dispareunia, dor durante a relação sexual, é um sintoma comum associado. A neuralgia do nervo pudendo, embora menos comum, é uma causa importante e frequentemente subdiagnosticada, impactando significativamente a qualidade de vida. O nervo pudendo é responsável pela inervação sensitiva e motora do períneo e genitais externos. Ele pode ser comprimido em seu trajeto, mais comumente no canal de Alcock (ou canal pudendo), uma estrutura osteofibrosa. A compressão leva a sintomas neuropáticos característicos, como dor em queimação, choque ou pontada, que piora ao sentar. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios específicos, e pode ser confirmado por bloqueios diagnósticos. O manejo da neuralgia do pudendo é multidisciplinar, envolvendo fisioterapia para relaxamento da musculatura pélvica, medicamentos para dor neuropática (antidepressivos tricíclicos, gabapentina, pregabalina), e bloqueios do nervo pudendo com anestésicos e corticosteroides. Em casos refratários, a descompressão cirúrgica pode ser considerada.
A neuralgia do pudendo manifesta-se com dor na região pélvica, perineal, genital ou anal, que piora ao sentar e pode ser acompanhada de dispareunia, disúria ou disfunção anorretal.
O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Nantes, e pode ser auxiliado por exames de imagem (ressonância magnética) e bloqueios diagnósticos do nervo pudendo.
O tratamento envolve fisioterapia pélvica, medicamentos (neuromoduladores, analgésicos), bloqueios do nervo pudendo e, em casos refratários, descompressão cirúrgica.
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